terça-feira, 19 de agosto de 2008

Amazônia: questão de soberania nacional

Hoje recebi um e-mail com o vídeo a seguir. Talvez você, caro amigo leitor, já tenha assistido, mas nunca é demais a gente se manifestar contra essas invasões de nossas fronteiras, seja invasão cultural, seja econômica, seja política, seja de brincadeira, seja à vera. Então lá vai meu manifesto.

Corre pela Internet uma série de mensagens que colocam as terras da região amazônica brasileira como foco de interesses alienígenas, mormente norte-americanos, que pretendem internacionalizar a Amazônia. Há, inclusive, um livro didático de Geografia distribuído nas escolas dos EUA que remodelou o mundo para atender essa ambição. Segundo ele, a Amazônia não pertence ao Brasil (veja aqui). Ora, vão se catar! Essa praga capitalista age como se nossas terras tupiniquins, pátria amada salve salve Brasil, fosse a casa da mãe Joana!!...

Desculpem, mas em qualquer brasileiro essas notícias causam profunda revolta e indignação. O fato é que essas msgs são frutos de uma campanha movida pela imprensa internacional que divulga a idéia imperialista de que o governo brasileiro não sabe cuidar da floresta, que a Amazônia pertence ao mundo e que por isso mesmo deve ser controlado por esses cretinos norte-americanos, por um cartel de países desenvolvidos, ou em última instância pela ONU.

Os interesses do Capital sobre a Amazônia são antigos, seculares, e se de um lado conta(va) com ajuda de entreguistas, por outro sempre enfrentou resistência de espírito nacionalistas. Não podemos desprezar o trabalho de Rondon, por exemplo, que buscava “Integrar para não entregar”. Por outro lado, diante das questões ambientalistas atuais também não podemos nos fazer de lesos (termo paraense para abestado ou idiota), pois por trás de alguns desses movimentos ambientalistas ou missionários estão as garras da águia americana e o olho do Tio San. A canalha e gananciosa política norte americana produz muito mais malefícios que benefícios ao mundo.

Eu, que vivo no Pará e costumo trabalhar com formação de professores nalguns municípios interioranos, vejo de perto muito dos problemas causados pelo desmatamento, mas o fato é que todo esse mal terrível é causado por dois fatores: a pata do boi e o comércio de madeira para exportação. E como o consumismo mundial está crescendo (vejam que a economia da China está num patamar de potência capitalista, logo temos 1/5 da população mundial com poder de compra cada vez maior...), de uma coisa tenho certeza, nem a população mundial irá parar de consumir carne, nem de necessitar de madeira: não se pode parar o rolo compressor progresso.

A única coisa que me preocupa é: que mundo, que Terra, deixarei para meus netos? Certamente não será melhor que aquele que meu avô deixou para meu pai e o que este me legou. Certamente. Infelizmente!

6 comentários:

solange's blog disse...

è muito tirste ouvir isto. Precisamos nos unir e fazer com que o governo tome providências urgentes e preserve o que é nosso.

Martoni disse...

Hallo Franz,

Com meu comentário a seguir não quero dizer que todos nos temos que ter muitos cuidados com a Amazônia, mas para poder falar sobre o pulmão do mundo é bom saber quais as plantas produzem mais oxigênio.
Plantas novas em pleno crescimento produzem mais oxigênio que plantas velhas.
Quando adultas o balanço de oxigênio é equivalente entre produzido e consumido. Agora, quando as plantas estiverem adultas (uma floresta adulta por exemplo), o excedente de oxigênio é mínimo, pois o que ela recicla, ela consome na respiração. Na Net tem muita informação sobre este asunto, por ex. neste endereço: http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20060729173308AAmgrII .É então bem possivel que um ha de soja ou de dendê produz mais oxigênio que um ha de mata (não sei se é assim). O dr. Paulo Alvim da Ceplac muitos anos atras já defendía esse tese. http://www.ceplac.gov.br/Noticias/200605/not00290.htm.
Vamos defender a Amazônia do Brasil e não Brazil.
Martoni

Martoni disse...

Coreção:
Franz desculpe, faltou uma palavra no meu comentário anterior, eu queria dizer
"Com meu comentário a seguir não quero dizer que todos nos NAO temos que ter muitos cuidados com a Amazônia...."
Martoni

Anônimo disse...

CLA DE ALCÂNTARA VIRA CAVALO-DE-TRÓIA



Certa ocasião, referindo-se ao Império Ianque(EUA e Inglaterra), o guerrilheiro mais carismático que a humanidade já produziu, Ernesto Che Guevara, asseverou: “El mayor enimigo del género humano!” Nem precisa traduzir. Os Estados Unidos, fiel herdeiro da pirataria inglesa, ao largo de sua trajetória, têm-se revelado como o imperialista mais tirano e bandido de todos os tempos. A sua tática de sujeição e expansionismo consiste de manipular, sabotar e matar as nações débeis. Auto-intitulado a polícia do mundo, é o único país que ignora os princípios de não-intervenção e de autodeterminação entre povos.
Fazendo uma retrospectiva, nenhum historiador poderia deixar de fora as invasões a Cuba, Santo Domingos, Vietnã, Iraque, Panamá etc. no caso do Panamá, a intervenção foi dupla. A primeira: como até 1903, Panamá fazia parte do território contínuo da Colômbia, os norte-americanos tentaram aliciar o parlamento colombiano, a fim de que este lhe cedesse o istmo que separa o Oceano Pacífico do Atlântico. O interesse em jogo era o Canal de Panamá. Diante da recusa dos parlamentares colombianos àquela cilada, o governo dos EEUU armou a população do lado panamenho e forçou a independência do Panamá. Submissa, a nova republiqueta se rendeu aos dólares do Tio Sam; não obstante a perda da soberania sobre o Canal, o qual passou a ser Zona Estratégica dos Estados Unidos. A segunda: foi quando, em 1992, o Panamá fora invadido e bombardeado por tropas americanas. Em seguida, o então presidente panamenho, Manuel Noriega, por reivindicar o devido controle do Canal ao seu país, fora seqüestrado, expatriado e condenado nos Estados Unidos, sob a falsa acusação de narcotraficante internacional.
As empresas multinacionais, ianques, também servem de instrumento de manobra para os governos dos seus países. Em 1932, Bolívia e Paraguai travaram uma cruenta disputa; a Guerra do Chaco, incitada pelas empresas petrolíferas, Standart Oil e Shell. Indústrias bélicas, norte-americanas, foram pivôs e alimentaram a guerra Irã X Iraque do início ao fim.
No Brasil, em 1912, duas firmas americanas, Brazilian Railway e a Southern Lumber, na divisa de Santa Catarina com Paraná, chocaram brasileiros versus brasileiros, num conflito que ficou registrado como Guerra do Contestado. O que não é de se estranhar: porque o Brasil é um velho freguês dos embustes imperialistas. Para a grande maioria dos estrategistas, durante a Segunda Guerra Mundial, submarinos estadunidenses torpedeavam navios brasileiros. Na tentativa de lançar o Brasil contra a Alemanha, a propaganda dos EEUU acusava a marinha alemã pelos atentados. E a tramóia acabou funcionando. Em troca da falsa custódia, o Brasil cedeu a cidade de Natal – onde os americanos fincaram uma base militar – era tudo que eles queriam. Inclusive, os Estados Unidos já tiveram um enclave dentro do nosso país, o Projeto Jari: uma colônia norte-americana com Leis, Justiça e Polícia próprias. Empresas da mesma procedência usaram entidades ecológicas, internacionais, para sabotarem o Projeto Calha-Norte, que iria policiar nossas fronteiras, dificultando o contrabando. E a Ferrovia Norte-Sul, cuja operacionalidade iria reduzir o faturamento das fábricas automotivas, estrangeiras, aqui instaladas. O argumento dos sabotadores era fundado na hipótese de que ambos Projetos causariam danos ao meio ambiente. Embora sejam os Estados Unidos a única nação que se nega a atenuar a emissão de poluentes industriais, uma pirraça e um paradoxo, pois a recusa vem do maior degradador do planeta.
Mais uma vez o Brasil recai na mesma burrice de sempre. Devido à sua posição geodésica, privilegiada, o Centro de Lançamento de Alcântara – CLA, sempre atraiu a cobiça das nações detentoras de tecnologia aeroespacial. Agora, sabe-se que o nosso governo federal, lesa-pátria, num ato irresponsável e subserviente, por US$ 14.000.000,00 anuais, trama a transferência do CLA para os americanos. O governo estadual, é claro, deve levar também um quinhão, a título de royalty ou de “cala-te-boca”. Como se não bastasse o crime de alta traição verificado durante a licitação do Projeto SIVAM – Sistema de Vigilância Aérea da Amazônia, cuja concorrência teria sido fraudada para favorecer à firma norte-americana, Raython Company, conforme comprovaram agentes do Serviço de Inteligência Francês(SDECE-DST). Antes disso, os gringos já teriam subornado parlamentares brasileiros, para fazê-los aprovarem a navegação de cabotagem. Tal aprovação possibilitou aos estrangeiros penetrarem nas entranhas do Brasil, através das nossas vias fluviais. Abrindo uma porta para a intensificação do contrabando de minerais preciosos e para a biopirataria da nossa fauna e flora. Sobretudo agora, quando os ladrões são os próprios vigilantes, os norte-americanos.
COINCIDÊNCIAS : o avanço ao Centro de Lançamento de Alcântara se dá quando o Brasil busca uma maior aproximação com a China, ora, o potencial inimigo dos EEUU. No momento em que o presidente George W. Bush desarquiva o Projeto de “Guerra nas Estrelas” (intentado por Ronald Reagan) e anuncia que o outifit(gastos bélicos) no seu governo será o dobro daquele consumido na gestão Bill Clinton. Numa fase em que o Congresso Nacional está mais avacalhado, pelo número de “mercadorias humanas” e mercenários que o constituem. Na ocasião exata em que os ministérios militares foram fundidos, relegados a uma pasta(a da Defesa) e exercido por um fantoche civil. Atualmente, a quarta frota da marinha americana é um perigo que ronda, encurralando os tupiniquins sul-americanos.
Que Alcântara será mais uma outwork(instalação militar no exterior) da política armamentista estadunidense; disso ninguém tenha dúvida. Quanto a nós, povinho tupiniquim, amanhã, potenciais vítimas da flashburn(queimadura por radiação); (pois estamos a sotavento ou contra o vento que sopra de Alcântara), por enquanto, só nos resta servimos de churrascos dos combustíveis propelentes de foguetes. Por isso, não nos iludamos, a lógica da dominação, para conosco, não será diferente: sempre que os gringos precisam testar alguma novidade tecnocientífica, eles buscam cobaias nos países do terceiro mundo. Uma atitude mais consciente seria identificarmos as indústrias e marcas de origem norte-americana, e daí começarmos a boicotar seus produtos. Ou por outra, conseguirmos sensibilizar nossos militares(apesar de bem pagos para não reagir), a fim que eles, num acesso de patriotismo, retomassem o CLA à bala.

Anônimo disse...

A SÍNDROME DA SUPERPOPULAÇÃO (por: Benigno Dias)


Em Gênesis: 9:7 Deus ordena: “Mas vós frutificai, e triplicai-vos; povoai abundantemente a terra, e multiplicai-vos nela”. Seguir esta ordem divina seria um suicídio coletivo, gente se afogando em gente. SAIBAM O PORQUÊ:

A explosão demográfica é, sem dúvida, a causa de quase todas as mazelas modernas. Cada indivíduo que nasce, constitui um multiplicador de problemas em potencial.
O fenômeno da superpopulação traz, inevitavelmente, a sociedade competitiva. Na sociedade competitiva, o homem passa a enfrentar o seu semelhante como um inimigo, embora, quase sempre, não-declarado. Para derrotar o competidor, consciente ou inconscientemente, o ser humano incorpora o seu mais extremo recurso: a lei que revoga as demais, a lei da sobrevivência. Não a lei da sobrevivência instintiva, mas aquela calculada, arrivista. Nesse estágio, os inversos de valores, como: moral, solidariedade e sinceridade tornam-se armas diabólicas da estratégia interpessoal. Passa-se a conviver, então, numa sociedade pandemônica, algo pior que a sociedade de lobos preconizada por Plauto; quem dera fosse, pelo menos, lobos não raciocinam!
A multidão serve também como camuflagem (mimetismo) para muitas pessoas se despersonalizarem, corromperem-se......na quase certeza de que passarão despercebidas. Outras assim procedem para chamar a atenção, pois à medida que aumenta a população, mais um elemento se sente diminuto, anônimo. E há até aqueles que se entorpecem; como a buscar um condicionamento psicológico capaz de ajustá-los às adversidades cotidianas .
À proporção que a superfície terrestre vai sendo povoada, sobra menos solo cultivável. A agropecuária dispõe, paradoxalmente, de menor espaço para produzir alimentos para um maior número de consumidores. Então, recorre-se ao “milagre da química”. A fim de conciliar a ganância de quem produz à necessidade de quem consome, aplica-se o fertilizante, a herbicida, o transgênico, a clonagem etc. Tudo isso tem como decantador ou despejo final, o corpo humano, constantemente bombardeado . Surgem as moléstias; enfermidades cuja proliferação mais rápida e resistente será propiciada pela grande concentração de organismos fragilizados, coabitantes de um ecossistema cada vez mais insalubre.
A indústria, por seu turno, na tentativa de responder à demanda e competir com a concorrente, automatiza-se, robotiza-se. Tal processo implica a troca do trabalhador pela máquina, sinônimo de desemprego e desespero. Sobretudo no mundo globalizado. Um chinesinho que acabou de nascer, pode prejudicar a qualidade de vida dum brasileirinho aqui. A China é uma nação onde a economia ainda não abraçou o dogma do capitalismo ocidental. O trabalhador chinês vende sua mão-de-obra numa escala depreciada, por conseguinte, seus produtos comerciais são processados a baixo custo. Desse modo, é mais vantajoso, para um empresário brasileiro, importar bugigangas chinesas do que comprar artigos da indústria nacional, embora esta segunda opção significasse a inclusão de trabalhadores brasileiros no setor produtivo.
Em meio à tanta tribulação, o tecido social se esgarça, levando as pessoas ao estado de niilismo: “não nos resta mais nada, estamos às vésperas do fim”. Esse tipo de sensação desperta no homem uma gana voraz por lograr e estocar tudo, antes que alguém chegue primeiro.
E todos passam a pensar e agir assim; o individualismo e a desconfiança recíproca se exacerbam. Segundando esta afirmativa, a Fundação Getúlio Vargas, em recente pesquisa, constatou que os países mais populosos são mais corruptos, não somente em quantidade, mas em percentagem também.
Por essa busca enlouquecida, a princípio, aquela que acaba pagando mais caro é a natureza, a qual, degradada, “vinga-se” do homem. Isso justifica a preocupação do chefe do Programa Ambiental da Organização das Nações Unidas, Klaus Toepfer, manifesta durante sua visita em Sidney-Austrália. Referindo-se à China, disse Toepfer: “Quadruplicar o PIB de uma país de 1,3 bilhões de habitantes, imaginem a catástrofe ambiental que tal ambição possa trazer à vida na terra!”
Claro que um freio abrupto na densidade demográfica, mundial, é algo que beira às raias da utopia. Mesmo porque, hoje, o número de habitantes de um país virou trunfo das negociações internacionais. Basta espelhar-se pelo mau exemplo da China: seu governo tem violado os direitos humanos sistematicamente, nem assim, as potências capitalistas (as detentoras do poder terráqueo) adotam retaliações contra o governo de Pequim. No mundo capitalista, quem manda são os megaempreendimentos: empresas, bancos, indústrias etc. Qual país capitalista gostaria de perder um mercado consumidor com o volume do chinês? George Bush, em recente pronunciamento, declarou que a Índia já merece um lugar no Conselho de Segurança da ONU, porque o país já conta com uma massa populacional próximo a um bilhão de habitantes. No plano interno, também não é diferente: os governantes, à exceção dos chineses, nenhum esboça o interesse de controlar a taxa de natalidade. Pois, para os empresários (legítimos financiadores do poder eleito), quanto maior a população, maior o número de consumidores em potencial. É compromisso desses homens de negócios, estimular a multiplicação de objetos de lucro/produção (consumidores/trabalhadores), a fim de que seus empreendimentos se perpetuem crescentes, postumamente, sob as rédeas dos seus descendentes. Enquanto isso, àqueles que sonham com um mundo racionalmente povoado, restam-lhes os mecanismos de controle natural das populações: epidemias, tsunamis, terremotos etc.
Contudo, se ainda existe alguém comprometido com a posteridade, que decrete logo um rígido controle na taxa de natalidade, antes que o planeta entre em colapso. Ou antes mesmo que, ao invés de chorar, um homem passe a comemorar a morte de um semelhante seu, por ter-se livrado de mais um concorrente.

Franz disse...

Recebi os dois comentários acima de ANÔNIMO que, pelo tamanho do texto, por sua abordagem e profundidade de argumentação, mais se parecem com uma postagem e não um comentário. Confesso que gostei, mas seria mais interessante se: 1) o comentarista se idenfificasse e, 2) que criasse um blog para si, pois tem um rico material para mostrar. Caso faça isso, mande-me o link, OK?
Abraços, FRanz

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