quarta-feira, 8 de abril de 2009

Escolas matam a critividade?...

No mês de março o grupo Blogs Educativos, em uma de suas discussões online, teve como tema "o papel do Professor". Motivado pelas excelentes reflexões apresentadas pela Suzana Gutierrez, pelo Robson Garcia, pelo Sérgio F.Lima, pela Andréa Poças e outros, num dado momento escrevi:

Mas a pergunta é: Afinal, qual é o papel do professor? Quem de nos sabe responder a essa pergunta com clareza e objetividade? Eu já sustentei uma pequena discussão com alguns colegas, afirmando que o papel do professor é preparar o aluno para a competição: a escola educa para a competição - eu afirmava. Continuo sustentando isso, mas há quem discorde redondamente, quadradamente e triangularmente. Mas, qual é o papel do professor?
(...)
Antigamente, achava que ser um bom professor era ser um bom profissional da educação. Assim, dar aos meus alunos condições de entender minha disciplina e suas fragmentações, e responder acertadamente as questões que lhes formulasse na prova, era máximo que se poderia esperar de minha atuação profissional. (...) Mais tarde "descobri que há diversoss tipos de professores (Gabriel Chalita descreve uns 6 ou 7, em seu 'Educação - A solução está no afeto')..." . Eu mesmo, num acróstico feito por volta de 1986, criei o professor-alquimista, e na minha dissertação apresentei o que denominei "professor-tarefeiro". Veja abaixo:
"O professor-tarefeiro não somente enxerga sua atividade como uma tarefa, ou obrigação a ser cumprida com vistas à remuneração ao fim e ao cabo da missão, como também apresenta uma prática tarefeira em sala de aula, isto é, impõe sua aula, sua disciplina, sua filosofia com vistas a atribuir uma nota aos alunos no final da lição. A sala de aula passa,então, a ser um canteiro de obras, e os alunos, cada um de per si, o pedreiro que deve erigir, com os tijolos e a argamassa que lhe dá o professor, paredes perfeitas e casas bonitas. Porém, o grande problema é que o professor se esquece que, ao contrário do que acontece com o assalariado da construção civil - que não habita naquilo que edifica - seu aluno irá, irremediavelmente, morar no “prédio” que construir... E isso é um caso para o professor refletir."


A forma e os resultados de como a escola pública tem cumprido(?) seu papel é por todos conhecida, mas não podemos dissociar o papel do professor do papel da escola. Por outro lado, sabemos que ao reconfigurarmos um o outro, necessariamente, se reconfigurará. Hoje, visitando o blog da Suzana Gutierrez, encontrei um vídeo que traz a seguinte questão: "A escola mata a criatividade?". Trago-o aqui, também, porque vejo nele uma possível resposta à indagação formulada naquela discussão do nosso grupo. Assista! Garanto que vai gostar. Depois, me diga sua opinião.

8 comentários:

Roberto F. Cunha disse...

Não, não podem matar, nunca jamais, na nossa relação dialógica, professores e alunos precisam criar um elo de lealdade, no mínimo, sobre as conveniências de estarmos juntos naquele momento, naquele espaço e naquela discussão para o bem estar comum.
Ainda não vi o vídeo, mas senti vontade de escrever isso...

Suzana Gutierrez disse...

Franz

(vou voltar para ler mais devagarinho esta tua entrada...)
Mas, ... enquanto isso:

Acho que as datas nas entradas do blog são importantes porque elas colocam no contexto aquilo que postamos. Um contexto de tempo que pode ajudar a entender os outros possíveis contextos. O mesmo vale para as datas nos comentários.

Sem contar que ... se um pesquisador entrar no teu blog... , certamente vai achar falta :))))

abraços!

rociorodi disse...

Franz!
Adorei essa abordagem, a qual me levou até: Matthieu Ricard (ESPECIALMENTE PARA NÓS!!): Hábitos da Felicidade (parte 1/3): http://www.youtube.com/watch?v=8gutp4_c3V8

(parte 2/3): http://www.youtube.com/watch?v=TY-0ub4rotQ

(parte 3/3): http://www.youtube.com/watch?v=-4LAnsZmAXE

Páscoa é tempo de ALEGRIAS!
E muitas para você!
Maria do Rocio

Dani Benaion disse...

Em partes concordo que hoje se eduque para o mercado de trabalho, mas talvez, porque muitos não começaram onde eu comecei. Eu comecei com crianças de maternal. 3, 4 anos, algumas ainda de fraldas e mamadeiras...
Ali aprendi que educar é mais que ensinar. Educar é amar, disponibilizar recursos para que o conhecimento seja construído e não REPRODUZIDO.
Foi justamente alí, naqueles anos (4 anos) trabalhando com crianças que aprendi que se você não ensina ética, valores e afeto, nada se consegue além de uma educação bancária.
E é isso que combato até hoje.
Na minah sala de aula, eles me superam, e eu vibro com isto. Porque não sou eu que detenho o conhecimento absoluto. Eu apenas abro o caminho para que eles cheguem às suas conclusões a partir do que lhes é apresentado.
Amo estar em sala de aula. Me sinto aprendiz, porque eles me dizem o tempo todo o quanto preciso ser criativa e distinta.
:)
Um enorme abraço Franz.

Franz Kreuther Pereira disse...

Oi, Suzana.

Concordo com a tua argumentação, e sei que ocultar a data pode dificultar o trabalho de um possível pesquisador ou leitor mais critico. Em sendo assim, aceitarei a dica e exibirei as datas.

Paraônicamente

Franz Kreuther Pereira disse...

Maria do Rocio,

Tentei, pelo link do comentário, ir ao seu blog e agradecer a visita, e embora tenha ido ao seu perfil, lá não aparece seu blog...
Abracos,

rociorodi disse...

Franz,
Agradeço o toque, nem eu mesma tinha percebido. Legal!!!
Maria do Rocio

Suzana Gutierrez disse...

Oi Franz

Tens de habilitar a data (formato) nas Configurações e, depois, no modelo.
No modelo, em elementos de página, edita aquele que é o da postagem. Ali tu marcas a data para aparecer.

abração!

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