sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Educação Iguaçuana: a tristeza da Fazenda São Bernardino

Essa postagem vai falar da falta de educação, da ignorância, da estupidez, da burrice, do descaso e da falta de respeito das autoridades iguaçuanas com a memória histórica, artística e cultural de Nova Iguaçu (RJ). Embora eu observe que aqui em Belém essas mesmas características também estiveram presentes em governos passados, essa postagem trata de minhas reminiscências iguaçuanas, principalmente coisas que me deixam triste e indignado com a atitude de algumas autoridades do município de Nova Iguaçu, na baixada fluminense (RJ).

Estou falando da falta de interesse das autoridades na preservação de antigos prédios e outros espaços que contavam a história do municipio, como é o caso da Fazenda São Bernardino. É triste ver como nosso povo trata de sua memória.
Conheci a Faz. S. Bernardino em 1969, quando ainda nela morava Giácomo Gavazzi, seu último proprietário antes da desapropriação. Ele era um velho italiano ranzinza, que não deixava ninguém se aproximar da construção, mas era amigo de meu pai. Naquela época cheguei a ver alguns cartazes na entrada da fazenda, ás margens da estrada de Tinguá, que ameaçavam de tiro qualquer um que entrasse na propriedade,e na primeira vez que fui lá ele ainda nos recebeu com uma espingarda nas mãos.
Tive a primazia de ver aquela fazenda de pé, ainda com alguns móveis. Apreciei o grande espelho e o lustre do salão pricipal, subi a escada que levava ao andar superior, encimada por uma bela cúpula de vidro, e cheguei ao quarto do sotão, de onde pude apreciar a vista das palmeiras imperiais que originalmente adornavam a estrada que levava à fazenda.
No final dos anos 1960 ainda estavam praticamente intactas a senzala e o engenho, que ficavam num plano inferior do terreno, tomando a parte lateral direita (senzala) e a parte dos fundos (engenho) da casa grande. Em princípio dos anos 1970 acompanhei dois arquitetos do IPHAN que faziam um levantamento da área, com vistas a desapropriação, e um deles observou que a escada e uma plataforma de madeira existente no engenho era de pinho de riga, madeira importada.
Em meados de 1980 um suspeitoso incêndio destruiu o que restava daquela maravilhosa construção, único exemplar de seu estilo. Hoje nao sei o que me dói mais, se é contemplar as ruínas de S. Bernardino e ver que o esforço de meu pai e seus amigos foi em vão, ou saber que a geração passada e as vindouras jamais experimentarão a satisfação de contemplar a História de Nova Iguaçu diretamente de seu berço, se contentando com notícias impressas e fotos envelhecidas.Fui várias vezes lá com meu pai, um poeta, professor, arqueólogo, jornalista e historiador, que desde o inicio dos anos 1960 já lutavam pela preservação daquele magnífico exemplo de arte colonial e de outros patrimônios arquitetônicos do municipio; e junto com alguns amigos, como Ney Alberto G. de Barros, Zannon de Paula, Ferenck Zamoly e outros, fundou o Instituto Histórico e Geográfico de Nova Iguaçu-IHGNI e fez da preservação e defesa do patromônio histórico e da memória iguaçuana sua luta até o fim da vida, ocorrida em 11 de fevereiro de 1984. Seu fiel companheiro e meu querido amigo Ney Alberto continua esse trabalho até hoje, e com essa postagem quero prestar uma homenagem a esses dois homens, a quem devo muito da minha formação de educador e de cidadão.

Ao lado o Prof. Ney Alberto, em sua sala de trabalho - Foto do blog Café História


Leia mais sobre o IHGNI AQUI
Leia mais sobre a Fazenda AQUI
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Créditos das ilustrações
A primeira imagem é um desenho a bico de pena, feito por mim em 1994, a partir da capa de uma lista telefônica de Nova Iguaçu.
As demais já estão com a fonte identificada, exceto as duas onde aparecem eu, meu pai e o Ney, que são do meu arquivo.

24 comentários:

Martoni disse...

Franz, sinto sua raiva e seu sentimento de impotência de não poder fazer nada pelo fato de o esforço do seu pai e seus amigos ter sido em vão. Dá uma pena de ver desaparecer tantos construções de valor histórico incalculavel.
Martoni

Prof. Adinalzir disse...

Caro Franz, Achei excelente o texto! Retrata de forma muito presente a rica história de uma região que nunca deveria ser esquecida. É lamentável o descaso das autoridades com esse tão importante patrimônio histórico. Assim como a Fazenda São Bernardino, Nova Iguaçú possui também muitos outros pedaços da história local que infelizmente se encontram bastante deteriorados, um deles é a Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Marapicú.

Saudações cariocas em fim de carnaval!

Natania Nogueira disse...

Oi, Franz!
Eu sei exatamente como vc se sente. Aqui na minha cidade vejo coisas assim acontecendo. Estou tentando recuperar alguns documentos da prefeitura (por minha conta) e arrumei uma sala recuperada no prédio original da Câmara, que pegou fogo em 2007. Para chegar na sala eu passo pela parte destruída e me dá um nó na garganta. Muita história se perdeu ali simplesmente por falta de manutenção do prédio. Mas tenho esperança que venham dias melhores e que um investimento em educação patrimonial ajude a preservar o que ainda nos resta e aquilo que ainda vamos contruir.

paulo biker disse...

Sou morador de Nova Iguaçu a 44 anos e vi a Fazenda de pé ainda,e conheci gente que moraram la dentro nos anos 30...mas infelizmente acabou...como tudo em nossa cidade...sem memoria. um abraço Ney. Paulo Bastos

marizaxavier disse...

into mua revolta ao saber que um lugar tão lindo esteja abandonado.Sou completamente apaixonada por essa fazenda alguma coisa nela me atrai.Queria muito q as autoridades paracem para analisar o descaso com esse patrimonio.Mariza de Queimados

Tatiane disse...

Inacreditável, faz uns 20 anos que eu ia até essa fazenda para brincar. Meus avos tinham um sítio perto e meu tio sempre levava e os meus primos, lá eu sentava naqueles janelões e balançava as pernas, brinacavámos de encontrar tesouro, que na verdade erma os restos de xícaras, pratos de porcelana. É uma pena, naquela época não exestia celular com camera pra registrar tal aventura, nem imaginava a importância desse patrimônio, só hoje com 31 anos e cursando história é que lamento que essas imagens fiquem registradas somente na minha memória. Não sei porque o patrimônio histórico não tem valor e preservação nesse país, o que será das futuras gerações???

Franz disse...

Oi, Tatiane. Grato por sua visita.
Fico muito contente em saber que vc estuda Hitória, disciplina predileta de meu falecido pai, Waldick Pereira. Sei que usarás teus conhecimentos e esforços em prol do resgate e preservação da memória iguaçuana. Isso me aquece um pouco o coração saudoso.
Por favor, junte-se ao Ney e outros historiadores e retomem o IHGNI.
Obrigado!

Tatiane disse...

Por favor me passem o endereço do IHGNI, procurei o site e não encontrei, quero muito conhecer.
Alguém já ouviu falar do Instituto de pesquisas e análises históricas da baixada? Existe mesmo?
Um abraço

Franz disse...

Oi, Tatiane. Faz um tempão que não vou a NI (uns 9 anos!!!), e naõ sei se o IHGNI ainda está ativo, mas depois da morte do papai, ele foi para o Colégio Afrânio, aos cuidados do querido Prof. Rui Afrânio, que tb já faleceu.

Creio que o Ney deve saber melhor que ningém.Procure-o em NI, no Colégio Leopoldo, (que é da familia dele) ou na Prefeitura de Mesquita, onde é/era Secretário de Educação. Diga que fui eu quem lhe mandou.

Quanto ao IPHB veja no endereço abaixo: http://www.ipahb.com.br/

Muito obrigado pela visita, desculpe pela demora em responder, e Volte sempre.

Tatiane disse...

Franz, você pode me passar o email do professor Ney, procurei no blog mas não encontrei, estou no começo da minha jornada de historiadora, mas quero de alguma forma deixar minha contribuição.

Franz disse...

Oi, Tatiane! Olha o Ney vive no tempo histórico que está acostumado a pesquisar: ele não tem celular e nem usa computador, continua catamilhografando com apenas 2 dedos, numa velha máquina de escrever.
Portanto, se quiser encontrá-lo, proceda como informei.
Grande abraço
Franz

Amália Dias disse...

Olá Franz. Sou Amália Dias, moradora de Mesquita. Estou fazendo meu doutorado sobre história da educação em Nova Iguaçu. Bom "conhecer" você. A produção do seu pai muito tem me servido.
Sobre o IHGNI, está tentando se reestruturar, agora também com a colaboração do professor Marcos Paulo (baraodearaujo@hotmail.com). O Ney Alberto pode ser encontrado no Espaço Cultural Silvio Monteiro, em Nova Iguaçu (perto do antigo fórum). Ele passa as tardes lá, com sua máquina de escrever, e continua atendendo os pesquisadores interessados na história da região. O telefone de lá é:26672157. Espero que estas informações possam ajudar as pessoas que estão te pedindo estas informações aqui no blog, ainda que, só agora, eu tenha encontrado este blog.
Amália

Franz disse...

Oi, Amália! Fiquei mais alegre que gato com chocalho novo ao ler seu comentário. Muito obrigado!
Tenho certeza que o Waldick se sentiria muito satisfeito sabendo que seu trabalho tem ajudado na sua pesquisa.
Espero que retomem o IHGNI, que não deixem morrer mais esse patrimônio. Se ouver algo em que eu possa fazer para ajudar,me contacte.
Um abraço paraônico
Franz

Deise Calmão disse...

Olá Franz...Franz Pereira?
Fiquei muito feliz de descobrir seu blog. Isso me fez refazer, com alegria, meu TCC de Turismo que vou apresentar na próxima semana. Apesar de ter vivido em Nova Iguaçu minha adolescência e juventude. Só em 2008, com 43 anos, conheci, de verdade, a Cidade, o que se deu após uma palestra do Prof. Ney Alberto, para adquirir conhecimentos para atuar como guia do "Roteiro Histórico" do Forum Mundial de Educação em Nova Iguaçu, naquele momento sabia que meu TCC seria sobre São Bernardino (ampliei um pouco pois me encantei com toda a história de Iguaçu Velha). Venho fazendo "escavações" sobre o tema, e sua foto do pátio lateral da Fazenda e os detalhes das janelas me encantaram. Imagino como seria vê-las ao vivo. Sonho com o dia em que um projeto de restauração será levado a termo para reconstruir São bernardino como as informações de seu pai, Prof. Waldick Pereira, Prof. Ney Alberto e demais amigos do IPAHB, quem sabe estarás lá para ajudar a delinear os detalhes. Um grande abraço!

Amália Dias disse...

OI Franz. Estou voltando aqui para tirar uma dúvida. Sei pai chegou a publicar o livro "A Imprensa iguaçuana - 1887-1968 - História"? Está referência está como livro a ser publicado em "A mudança da Vila".
Chegou a ser editado? Você sabe se ele tinha alguma coleção de jornais da cidade? Um abraço,Amália

Franz disse...

Oi, Amália!Como vai o DR?
O livro "A Imprensa Iguaçuana" não foi publicado. Waldick tinha tudo pronto, acho que já no prelo, mas não sei pq não publicou.
Ele pesquisou e tinha muitos jornais antigos e documentos, que eram parte do acervo do IHGNI. Depois de sua morte (eu estava em Belém) todo acervo foi para o extinto Colégio R.A.Peixoto, e hj nao sei onde está. Espero que consiga o material.

Amália Dias disse...

Franz. vou atrás dessa dica! Mandarei notícias. Mas fiquei na dúvida: foi tudo para o Colégio porque lá foi depositado o acervo do IHGNI? Ou esse material não acampanhou as andanças do acervo do IHGNI?

Franz disse...

Amália, é melhor continuar por e-mail (FRANZKRE@GMAIL.COM), mas respondendo sua pergunta: Não sei! O acervo doIHGNI foi, depois da morte de papai para o Colégio R.A. Peixoto, depois se manteve a Acessoria de Patrimonio H.A de N.I, órgao dqa Prefeitura de N.Iguaçu, fundada tb pelo velho. Nao sei se ainda existe, mas a melhor pessoa para te informar qq coisa sobre isso é o Ney Alberto.
Franz

Franz disse...

Amália, é melhor continuar por e-mail (FRANZKRE@GMAIL.COM), mas respondendo sua pergunta: Não sei! O acervo doIHGNI foi, depois da morte de papai para o Colégio R.A. Peixoto, depois se manteve a Acessoria de Patrimonio H.A de N.I, órgao dqa Prefeitura de N.Iguaçu, fundada tb pelo velho. Nao sei se ainda existe, mas a melhor pessoa para te informar qq coisa sobre isso é o Ney Alberto.
Franz

Marcos Paulo Mendes Araújo disse...

Prezado Franz, você ainda não me conheçe, sou o professor Marcos Paulo Mendes Araújo (pode me conhecer um pouco melhor através do google). Atualmente sou um dos Guerreiros do Exército de Waldick e Ney, acho que agora já devo ser General (rsrsrsrs..). Estou intimamente ligado a seu falecido pai e ao Emerito professor Ney Alberto na tentativa de preservar a documentoação do IHGNI, que não quero e nem vou deixar que morra. Essa mensagem também tem esta finalidade, deixar registrado aqui, que nós iremos lutar até o nosso fim pela recuperação do Instituto, pela memória do seu pai e dos outros fortes que lutaram neste exército em outras batalhas. Agora sobre os nossas ombros brilham as estrelas iluminadas que nós foram deixadas por esses bravos combatentes. Deixo aqui meus contatos para o alistamento de novos "soldados" que queiram se engajar nesta nova jornada:
Professor Marcos Paulo Mendes Araújo
telefone: (21)9335-3586
E-mail: cunhabebe@ig.com.br
Um grande abraço para você e parabéns pela iniciativa de criar esta espaço.

Zanon de Paula Barros disse...

A revolta e a tristeza do Franz é a tristeza e revolta de todos nós. Junto com Waldick, meu dileto amigo e companheiro de andanças, estive na Fazenda São Bernardino na primeira metade dos anos 60 (tiramos uma foto junto com o Gavazzi e mais um grupo da então Escola Nacional de Arquitetura que tinha ido conhecer a fazenda, foto esta que está em minha página no orkut). Coloquei também no orkut uma foto do puxador que abria a porta do forno da fazenda - esculpido e banhado a ouro. Os vidros de muitas janelas tinha uma cor vinho - grená a qual, segundo me disse um professor da Escola de Engenharia, a quem mostrei fotos, era obtida adicionando-se ouro ao vidro.
No início dos anos 80 lá estive, juntamente com Ney, com o diretor de relações públicas da Bayer quando eu tentava que aquela indústria bancasse o restauro da fazenda. O alemão ao entrar na casa, já um tanto arruinada mas em condições de recuperação, exclamou: "Isto é um pequeno Versaiiles". Agora, e por enquanto, é um conjunto de paredes arruinadas, que em muito breve também não existirão mais.
Mas São Bernardino não é o único caso. Na reserva Biológica do Tinguá ha dois magníficos e seculares aquedutos (cujas fotos também estão em minha página no orkut), que não estão tombados. Mandei um e-mail para o INEPAC em agosto do ano passado, pedindo o tombamento e não se deram nem mesmo ao trabalho de responder-me. Em outubro do ano passado, quando participei de um congresso de história na UFRRJ, Campus Nova Iguaçu, estive com o diretor de pesquisa e documentação do INEPAC e reclamei do descaso. Ele foi solícito e disse-me para mandar novamente o e-mail mas diretamente para ele, o que fiz tão logo voltei para São Paulo. Até hoje espero a resposta.
Agora estive em Nova Iguaçu e vi, para aumentar a tristeza e a revolta, que a Petrobrás está literalmente destruindo o antigo calçamento da Estrada do Comércio, obra de Conrado Niemeyer, a mais importante via de escoamento do café imperial, a qual sabe-se lá por qual razão também não é tombada.
Voltando à Fazenda São Bernardino, o Supremo Tribunal Federal determinou que sua recuperação seja feita pela Prefeitura de Nova Iguaçu, a grande responsável pela sua destruição. Lamentavelmente, porém, no Brasil os órgãos do governo não costumam cumprir decisões judiciais.
Finalmente, fico feliz em saber que o IHGNI ainda está vivo.
Zanon de Paula Barros

Franz disse...

Zanon, é um prazer ler teu comentário. Tu,não apenas um dos pioneiros na luta pela preservação da história iguaçuana e um dos fundadores do HIGNI. Lembro-me bem de vcs saindo com meu pai para as excursões e acampamentos de pesquisa, inclusive naquele em que ele foi ferido na perna e vcs o trouxeram delirando pela febre (e quase teve tétano).
Conheço os aguadutos de Tingua (que se não me engano é obra de Conrad J. Niemeier) e a estrada do Comércio, que percorri um trecho. Fico muito triste em saber que tb a estrada está fadada a desaparecer...
Nova Iguaçu: terra de iguaçuanos, de iguaçuasnos e iguaçuínos (Ney Alberto)

Anônimo disse...

sinto que infelizmente nossa historia esta esquecida eque nao ha ninquem de coragem e juizo para retornar essa situaçao que e uma vergonha para todo nos da baixada

PAULO ALEXANDRE FONSECA disse...

Franz é muito bom saber, apesar do estado deplorável que se encontra tão magnifíca construção neoclássica, que ainda existem pessoas como você, que valoriza e presa a história pois acredita em um futuro melhor, onde a memória seja preservada e com isso resgatado os verdadeiros valores de uma nação cujo o lema vertente em seu símbolo maior exibe "Ordem e Progresso". Infelizmente a realidade é bem outra. Como é do conhecimento de muitos que se interessam pela preservação histórica de Iguaçu, houve uma ação civil pública, mas não adiantou. Bom que se fizesse cumprir a determinação judicial. Hoje a Fazenda São Bernardino seria um lindo espaço cultural que atrairia o turismo para a região. Lamentável o descaso das autoridades. Como vês muitos lamentam esse abandono de um Patrimônio Histórico tão importante, mas infelizmente, mesmo a justiça nada faz em relação ao determinado na sentença. Minha admiração e meu respeito pelo seu magnífico trabalho. Se eu puder contribuir de alguma forma, se houver algo que se possa fazer, conte comigo.
Meu e-mail é fonsecapa@uol.com.br
Grande Abraço!
P/S: Conheço a família Gavazi, eles têm um colégio perto de onde moro. Mas não se importam ou não querem se comprometer.

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