quinta-feira, 30 de julho de 2009

Tá Beleza? Tá na Matemática!

Recentemente, durante as férias de julho, eu e Leca estivemos passeando por lugares extremamente belos do litoral nordestino. Vimos a beleza explodindo nas mais diversas formas. Havia a beleza na formosura do corpo de homens e mulheres, no rosto das crianças, em peças de arte, em bichos. Vimos a devastadora beleza das coisas feitas pelo Criador e a beleza forçada das coisas criadas pela mão do homem.
Olhando tudo isso, considerei que algo é belo quando traz uma espécie de serenidade ao observador; que a beleza é algo efémero, momentâneo, como a sensação de felicidade - e creio que ambas devem se manter assim: como um ideal a ser permanentemente buscado. Mas o que é beleza?
Manoel Bandeira dizia que o belo é tudo aquilo que nos agrada, mas há coisas que não nos agradam e contudo guardam uma beleza estonteante, com a erupção de um vulcão ou uma tempestade cheia de raios. Já as formas do corpo humano são extremamente sedutoras em sua beleza nua. E os fotográfos - J. R. Duram que o diga - e publicitários sabem explorar bem isso.

Oh, Beleza! Onde está tua verdade?
Mas, o que é a beleza senão coisas miúdas que em conjunto fazem um todo harmônico, equilibrado e matematicamente bem distribuído? O que é a beleza, senão a sequência de pequenas coisas que obedecem a uma frequência constante? Será que a beleza está na superficialidade ou no interior das coisas? Oh, beleza! Onde está tua verdade? indagava Shakespeare.
Enquanto ele procurava, os filósofos já haviam encontrado a beleza na Verdade. Mas para mim ela está na Matemática! E eu não sou matemático, apenas aprecio os números, suas correlações, sua mágica. Sim, definitivamente, a beleza é uma questão matemática.
Os pitagóricos acreditavam que tudo se resume a números e que as formas geométricas não passavam de números, representados no plano bidimensional ou tridimensional. Pela observação da natureza e suas relações de proporção, os antigos descobriram a Proporção Áurea ou Número de Ouro (Phi= 1,618) (veja mais AQUI) e o Retângulo Mágico, e com eles criaram suas mais belas obras.
Arquitetos, pintores e escultores antigos, desde os tempos das pirâmides ao Renascimento, todos sabiam que a beleza se resume na distribuição uniforme dos elementos constitutivos de um objeto ou figura. Mas foi Fibonacci que demonstraria, matematicamente, a existência dessa proporção (1,618) em todas as coisas da natureza.
Durante anos empreguei o desenho animado Donald no País da Matemática, da Walt Disney, am minhas aulas. E depois, com auxílio de uma fita métrica, aplicava a proporção áurea neles com o propósito de descobrir quem eram os mais bonitos(as) da turma, mas isso era um artifício metodológico (Veja parte do desenho animado abaixo).
Também usei os desenhos de Picasso e de Escher para trabalhar os conceitos de beleza e feiúra, com base nos eixos de simetria. Mais tarde, em 2002, criei uma atividade muito interessante no Paint Brush, que trabalha eixos de simetria e a beleza presente nas coisas da natureza e nas feitas pelo homem, a partir de noções matemáticas.

Saiba se você é bonito(a?
Numa pessoa a beleza - num sentido estético - está nos pequenos detalhes distribuídos harmonicamente pelo seu rosto e corpo. Alguns são bem sutis, outros nem tanto, mas é a simetria dessas pequenas coisas ou sinais, que forma um conjunto agradável aos sentidos da visão e estimulam o cérebro a descobrir a ordem presente naquele objeto ou criatura. Assim, beleza e fealdade não passam de uma questão matemática, uma questão de equilíbrio ou de desequilibrio entre esses pequenos elementos, que no final se resume a meros números.
Quer saber se você é matemáticamente belo/bela ? Então, meça sua altura e depois divida pela altura do seu umbigo até o chão. Se o resultado for exatamente 1,618.., parabéns! Ah, lembre-se que os instrumentos de medida que empregamos no lar não são exatemente precisos. Então, se o resultado de sua medida não for 1,618 não esquenta. Afinal, quem ao feio ama, bonito lhe parece. Heheheee...

3 comentários:

Conceição Rosa disse...

Oi Franz
Minha amiga Beth, professora de Matemática, trabalha sempre em parceria com a beleza, mesmo que esta não seja tão compreendida através de obras de arte contemporâneas.
Compartilhamos o blog Inter4, onde ela coloca suas "divagações matemáticas" pelo mundo das pipas, do número áureo, das ilusões de Erscher, e das curvas do Museu de Arte Contemporanea de Niterói. Este último foi objeto de um projeto e uma parceria que foi além na conjugação de espaços arquitetônicos, Arte e Matemática. Eu achei fantástico, e sugiro que você dê uma olhadinha, já que o tema lhe desperta interesse, naquilo que ela publicou em nosso blog: http://interescolar4.blogspot.com

Dani Benaion disse...

Ei meu amigo, passei para deixar um abraço e desejar um excelente segundo semestre.
bjõ.

Música é Ciência prof Frank disse...

Fala mestre, muito bom e dinâmico está o seu blog esse vídeo então demonstra o nosso cotidiano matemática que está presente em nosso dia-a-dia. Um grande abraço.

No TOP BLOG 2011 ficamos entre os 100 melhores da categoria. Pode ser pouco para uns, mas para mim é motivo de orgulho e satisfação.
Sou muito grato a todos que passaram por essa rua que é meu blog e deram seu voto. Cord ad Cord Loquir Tum