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quinta-feira, 3 de abril de 2008

Anistia para Wilson Simonal!!!

Comecei esta semana lendo uma página da Folha de S. Paulo de 24/03/2008, com uma reportagem sobre o filme "Ninguém sabe o duro que dei", documentário sobre o grande e injustiçado artista que foi Wilson Simonal(26/02/1939 – 25/07/2000), que o humorista Cláudio Manoel, do Casseta&Planeta, vai apresentar durante o festival "É Tudo Verdade".
Sou fã de carteirinha de Wilson Simonal desde a década de 1960. Seu estilo de cantar, bem suingado, contagiante, fez surgir um ritmo chamado de “Pilantragem”, criado por ele e Carlos Imperial, e que gosto muito até hoje. Em 1969 eu era estudante na Escola Técnica Celso Suckov da Fonseca, em São Cristovão, e de vez em quando freqüentava o Maracanãzinho, ali quase do lado (e quase quase fui assistir a antológica apresentação de Simonal no 4º Festival Internacional da Canção, de que fala a reportagem). Mas assisti pela TV. Também assisti ao "Show em Simonal", programa que ele apresentava pela Record, bem como às suas apresentações em programas de televisão, como os de Flávio Cavalcanti.
Certa vez, logo depois do serviço militar, fui trabalhar como vendedor de livros para uma distribuidora na Rua México, 111, no Centro. Era o ano de 1972, e nossa equipe foi para o Bairro do Jardim Botânico, bem em frente a Vênus Platinada. Eis que vejo Simonal saindo do prédio da Globo. Não titubeei: corri para pedir um autógrafo, e fiquei admirando a originalidade da sua marca: o "S" de Simonal era desenhado como uma clave de Sol. Naquele ano que o barraco desabou sobre ele!..
Acusado, injustamente, de ser um informante do DOPS entre os artistas, foi posto em completo ostracismo. O meio artístico lhe virou as costas, nenhum músico quis mais tocar com ele, quando tocavam não queriam seus nomes no disco. “Negro e de origem humilde, era um gigante como cantor, e permaneceu injustiçado durante todo o resto de sua vida” (leio o texto original aqui)
Depois, com a dita “abertura política”, anistiaram presos e exilados do regime militar, bem como seus torturadores, porém Simonal nunca foi beneficiado por essa ou qualquer outra anistia. Bem mais tarde, alguns artistas tentaram resgatá-lo deste degredo. Chico Anísio foi um deles, e escreveu um texto honrando-lhe a memória (leia aqui).
Em dezembro de 2007, lhe presto uma singela homenagem em meu podcast, postando a canção "Nem vem que não tem”, que lançou oficialmente a Pilantragem. Lá, digo que "Simonal é o exemplo mais marcante e vergonhoso de como no meio artístico existe muita inveja, ódio e hipocrisia e toda homenagem que lhe prestarem ainda será pouca".
Simonal deixou um espaço na boa música brasileira que nunca será preenchido, infelizmente! Como fã de seu trabalho, digo que o que ele representou para a nossa MPB ainda não foi escrito, mas esse documentário pode significar o início de um processo de reconhecimento justo e merecido para esse grande artista, músico, compositor e show-man.
Ei, seu Casseta, quero ver o filme!

domingo, 30 de outubro de 2011

Outra de Wilson Simonal

Madaya, minha filha, foi assistir ao show do Tears for Fears em São Paulo, e me trouxe de presente de aniversário (que foi no dia 15 passado - por sinal Dia do Professor), o livro SIMONAL - Quem não tem swing morre com a boca cheia de formiga: Wilson Simonal e os limites de uma memória tropical, do Gustavo Alonso. Ela, que no Natal passado já havia me dado o livro "Nem Vem Que Não Tem" - A vida e o veneno de Wilson Simonal (Ed.Globo), do Ricardo Alexandre.

O livro do Gustavo Alonso é o resultado de sua dissertação de mestrado em História, na Universidade Federal Fluminense (UFF, 2007). Foi publicado em agosto passado, no Rio de Janeiro, pela Record.
 
Quem me conhece sabe que sou fã incondicional de Wilson Simonal (que só espalhava ALEGRIA, ALEGRIA), que para mim é o astro maior da verdadeira Música Popular Brasileira (tendo por popular aquilo que é do GOSTO DE TODOS), pois não havia quem não se rendesse ao swing do negão, fosse quando estava ele cantando ao vivo num palco, fosse nos discos. 
 
Mas, se foi um artista excepcional, Simonal foi também inigualável (ninguém jamais passou pelo que ele passou) como vítima da inveja e do preconceito. Na história da MPB não há maior demonstração de falso julgamento e de condenação sem provas do que a que ele foi submetido por seus pares do meio artístico e pela imprensa, e, consequentemente, pela população.  

 Por isso, é que com a alma em festa que recebo e leio mais essa obra sobre a vida do meu ídolo, que passou os últimos 30 anos de sua vida exilado em sua própria terra, tentando provar que era inocente.

Por que Simonal não foi para outro país? Era ídolo na Argentina, por exemplo, e certamente seria nos EUA se para lá fosse (talvez topasse com um Sergio Mendes enciumado do seu sucesso? Talvez). Mas, não! O negão escolheu lutar e provar que o que falavam dele era pura calúnia e difamação. Preferiu ser enterrado vivo a aceitar a pecha do que nunca foi: dedo-duro.

Agora, passados mais de 10 anos de sua morte, o artista reaparece em filmes, documentários, programas especiais e livros. Será que na fogueira de vaidades em que vive o meio artístico e na abissal falta de escúpulos e humildade da mídia de outrora (?), o peso da barbaridade cometida já se tornou insuportável de ncarregar?

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Para matar a saudade!

Quem caminha por esta rua já cruzou com alguns personagens que compõem seu cenário urbano, como o Mercado do Ver-o-Peso e a baía do Guajará; já encontrou em algumas de suas calçadas e esquinas os Louco da minha cidade, um Rei nú, o Contador de Histórias, O Professor alquimista em greve, Einstein e outros.
Agora olhe quem está parado numa esquina qualquer: o rei da Pilantragem, o showman admirável e artista incomparável chamado Wilson Simonal (post "Anistia para Wilson Simonal"), por quem tenho grande apreço e admiração.
Em 1972 Simonal caiu em desgraça no meio artístico, provocada por calúnias e difamações injustificadas, e em 25 de junho de 2000 morreu amargurado, sem receber a justiça e recuperar seu prestígio. De lá pra cá algumas tentativas de homenageá-lo foram feitas, uma delas é a Box Wilson Simonal na Odeon, contendo 9 CD e um livro com sua biografia, produzida por Max de Castro e Simoninha, os dois filhos de Wilsom.
Pedi emprestado ao Simonal sua antológica "Nem vem que não tem", de Carlos Imperial, que lançou o gostoso gênero "Pilantragem", um estilo de cantar swingado e cheio de molejo, feito sob medida para Simonal.
Num mundo cheio pilantragem, de gente pilantra que sacaneia os outros, de políticos pilantras, de imprensa pilantra, de artistas pilantras, Wilsom Simonal deu um novo sentido a esse conceito velho. Nos deu uma pilantragem que é alegria, humor, swing, savoir vivre e savoir faire, e é assim que gostaria de ver este mundo: cheio de "pilantragem".
Foto obtida no site indicado no link acima.
CLIQUE NA FIGURA ACIMA PARA OUVIR A MÚSICA "NEM VEM QUE NÃO TEM"

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Mais sobre Simonal

Na lista Blogs Educativos, da qual participo com muita satisfação, recebi algumas mensagens de apoio as postagens em defesa da memória de Wilsom Simonal, que tenho apresentado aqui(confira-as abaixo). Decidi transcrever a mensagem que enviei à lista e algumas das respostas que recebi, as quais agradeço penhoradamente.
PS: Para não ficar monótono e enfadonho, não postarei tão cedo outras notas sobre esse assunto.
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Boas noites, pessoal.
Aqui em Belém os professores da Rede Pública estadual estão em greve a quase 30 dias. No dia 09 pasado, cerca de 1000 professores fizeram uma manifestação na frente da SEDUC e a polícia aparece com tudo que tem direito, bombas, balas de borracha e porrada: baixou o cacete. Saiu nos jornais e TV ...
Bem, nao concordo com a ação dos professores em fechar uma rodovia, por barricadas, queimar coisas na estrada etc. mas tb. nao podemos aceitar essa atitude da PM, ainda mais num governo do PT... E' isso mesmo, o governo estadual e' PT! E votamos nele!!!
Enquanto isso, com tanta propaganda pela luta dos direitos dos negros, pelo resgate (ou remissão dos crimes cometidos contra os negros no Brasil?), pela cidadania dos afrodescendentes; discussões sobre o sistema racista de cotas para negros nas universidades, criação do Dia da Consciencia Negra etc, nao vi nenhum desses expoentes da comunidade negra brasileira se manifestarem pelo resgate da memória e injustiça sofrida pelo grande artista que foi Wilson Simonal.
Morto em 2000, até hoje Simonal está relagado ao ostracismo, abandonado pelos próprios companheiros de cor. Como ele cantava em seu Tributo a M. Luther King: "Sim, sou negro de cor. Meu irmão de minha cor, o que te peço é luta sim... (...) Com uma canção também se luta irmão. Ouve minha voz lutar por nos".
Eis aqui um hino composto na decada de 1960, quando a luta da comunidade negra brasileira por seus direitos sequer saía em jornais e na TV, mas não se ouve em esse canto em canto algum, ainda que a mídia fale tanto sobre isso hj. em dia.
Nenhum artista neste país, seja negro ou branco, sofreu tanta injustiça e preconceito quanto ele. E e' por isso que o homenageio no meu blog sempre que posso.

E estou preparando um blog totalmente dedicado a Wilson Simonal. Vou juntar tudo que encontrar sobre ele num único lugar, para os fãs desse inigualável e injustiçado artista terem acesso fácil a esse material. Se algum de vcs tiver algum material, fotos ineditas de show que assistiu, um vídeo, um autográfo (eu tinha! eu tinha!) ou souber de alguém que tenha e quiser contribuir com esse projeto, eu ficarei muito agradecido.
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Mensagens da Semíramis e Cybele Meyer, recebidas em 24/05.

*OI, Franz.
*Fiquei supresa que não estou sozinha ao lutar pelo direito das minorias. Achei muito interessante sua visão sobre os problemas que os afrodescendentes enfrentam em nosso país que se diz não racista.*
*A gente vê o racismo e o preconceito social todos os dias: nas filas dos bancos, nos textos jornalísticos (vide o artigo que postei no meu blog sobre o texto da jornalista Sandra Cavalcanti, uma apologia a descriminação racial) nas decisões políticas e ninguém faz absolutamente nada. Se o negro, o índio, o espírita, o umbandista, budista, tatuado, coreano for até a polícia ou a justiça reclamar que está sendo vítima de discriminação, nos tacham de encrenqueiros. A gente fala da discriminação racial, mas se esqueçe que a religiosa e a social podem ser muito mais daninhas, pois de repente há uma comunidade inteira dando as costas à você e promovendo um retorno às fogueiras inquisidoras. Portanto, sua homenagem ao Wilson Simonal veio bem à calhar, e de seu blog, virei fã de carteirinha!!! * *Semíramis*
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Olá Franz, Parabéns pela iniciativa. Eu também nunca me conformei com a injustiça que fizeram com ele. Eu adorava sua ginga ao falar, ao cantar. Eu tinha o "mug', não sei se é do seu tempo, porém ele embolorou =(
Eu morava em Santos e lá é muito úmido e no fim tive que jogar fora porque ele ficou muito fedido. Porém tenho jornais antigos e revistas tipo Manchete e O Cruzeiro que irei fazer uma triagem e tudo que eu encontrar bato foto e te mando, ok!
Cybele Meyer

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

10 anos sem SImonal

No dia 23 de fevereiro de 1938, nascia aquele que para mim se tornaria o maior cantor do Brasil. Falo de Wilson Simonal de Castro, que viveu 62 anos, quase metade deles no umbral, aquele lugar entre a terra e o céu povoado sombras, dor e amargura.

Atirado nessa espécie de limbo, ou antesala do inferno, sob a acusação injusta de colaborador e "dedo-duro" do regime militar, Wilsom Simonal acabou execrado pela mídia, odiado pelos colegas de profissão, desconhecido da nova geração e, quase totalmente, esquecido de seu outrora gigantesco público.

Vítima maior - e única - da inveja, do preconceito, do rancor e da hipocrisia que habitam os porões da mídia institucionalizada e do meio artístico, esse artista único morreu, ou "viajou fora do combinado" (conforme costuma dizer Rolando Boldrim), em 25 de junho de 2000.

E me vem à lembrança um início de 1972, quando eu era vendedor de livros. Minha equipe fazia a área do Jardim Botânico. Estávamos em frente ao prédio da Rede Globo, e do outro lado da rua vi dois sujeitos saíndo da Vênus Platinada. Logo reconheci Simonal, num terno branco. Me aproximei e pedi um autógrafo. Foi o único artista a quem já pedi um autógrafo, mas infelizmente perdi.

Hoje, resolvi começar a ler o livro "Nem vem que não tem - A vida e o veneno de Wilson Simonal", presente de Natal de Madaya, minha filha.

Como fã de carteirinha que sou,  já  era para ter devorado tal livro tão logo o houvesse recebido, não é? Mas não. Toda vez que olhava a capa (que mostra o rosto de Simonal com o queixo entre as mãos e uma mais que profunda e triste expressão de abandono e desamparo) algo me trazia um esquisito mixer de saudade, tristeza (pela insubstituível perda que a boa música brasileira sofreu, indignação, revolta?) me fazia adiar a leitura.

Mas hoje comecei a lê-lo. Curiosamente, hoje o grande Simona, o maior cantor/ artista negro do Brasil estaria completando 71 anos de idade...

Com o livro aberto aqui ao lado, onde acabo de ler a origem do nome "Simonal", reflito sobre as homenagens (mais do que justas e merecidas) que começaram a espocar desde 2009 com o documentário "Ninguém sabe o duro que dei". E me lembro que no próximo mês de junho já serão passados 10 anos de seu falecimento!...

Parece que o tempo passou depressa... mas só depois de sua morte.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Ninguém sabe o duro que dei



Naturalmente que fui assistir ao documentário sobre Wilson Simonal de Castro (Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei; Brasil, 2008), o maior cantor do Brasil (desnecessário dizer que é meu ídolo), tão logo esteve em exibição aqui em Belém.

Não me surpreendi com o público pequeno daquela sessão, afinal documentário é algo que o brasileiro ainda não está muito acostumado em assistir, exceto no Discovery, History e National Geographic. 

Sobre o valor do trabalho do casseta Cláudio Manoel, de Micael Langer e Calvito Leal, para a história da MPB, e de sua importância para o resgate da figura daquele que considero o maior ídolo do cancioneiro popular brasileiro muitos já falaram. Dizer da injustiça sofrida por Simonal, perpetrada pela inteligentzia invejosa, pela impensa marrom, pela inveja da classe artística é chover no molhado. O documentário mostra isso. Ainda que Raphael Viviani, o contador da  Simonal Produções e pivô do caso, diga num dado trecho de seu depoimento, que o cantor foi vê-lo no DOPS mas não sentiu pena de seu estado físico (depois das porradas que levou, supostamente a mando do ex-patrão). Por isso Raphael não sentia nenhuma pena de Simonal.  Para mim este é o único momento em que ele disse a verdade.

Me surpreendi foi com os poucos depoimentos apresentados no filme. Nenhum cantor importante da época, como, p.ex.  Jorge Benjor (responsável por um dos maiores sucessos da carreira de Simonal) ou um Chico Buarque, um Gilberto Gil, um Caetano, se apresentaram para contribuir com seu depoimento? Até parece que a classe a qual pertencia o artista continua de costas para ele. Pior, que a pecha de delator permanece sobre o malfadado cantor! Apenas Pelé, Tony Tornado, Chico Anysio, Miéle e Castrinho se dispuseram a falar em defesa de Simonal.

E a intolerante imprensa, que promoveu o linchamento moral de Simonal, sem lhe dar chances de defesa? Essa, sequer deu as caras no documentário. Bem, há o Boni (José Bonifácio de Oliveira Sobrinho), cujo testemunho é taxativo: Quem ferrou Simonal foi a classe artística e a imprensa. E ponto final!

Ah! Não estou considerando o depoimento do Jaguar (Sérgio Jaguaribe, d'O Pasquim, responsável maior pelo ostracismo em que foi atirado o cantor), que com um cinismo etílico revoltante, deixa claro que não se arrependeu de ter destruído uma carreira brilhante, uma vida. E, ao final, ainda teve a desfaçatez de admitir que o Raphael (o contador) podia mesmo ter roubado a Simonal Produções.    

As falas dos filhos de Simonal, Simonhinha e Max de Castro, me deixaram a impressão de que eles não ficaram muito satisfeitos com o resultado do documentário, que ao fim e ao cabo, não expõe a verdadeira face do caso: a crucificação de um inocente, e todo sofrimento imputado ao cantor e sua família.

O filme vale pelas músicas, pelo revival, e para mostrar aos jovens de hoje, tão acostumados a música apelativa e de pésima qualidade, como um verdadeito cantor consegue mobilizar uma multidão apenas com seu enorme, amazônico e irresistível talento. Tudo no gogó, com molho, com champinhom, com swing. Isso não se vê mais. É um privilégio exclusivo da minha geração. Por isso criei o selo Bossa Simonal, que ostento aqui na barra lateral.


quarta-feira, 11 de maio de 2011

A melhor coisa que aconteceu no meu blog?

11/05 – A melhor coisa que aconteceu no seu blog, ever, é o tema de hoje no desafio do BLOSQUE (clique no link ao lado para saber mais).

Taí uma coisa difícil de dizer, pois foram várias "melhores coisas" que já aconteceram ao meu blog, nestes mais de 3 anos de blogosfera. Cada coisa foi "A Melhor" em seu momento. Por exemplo, o Prêmio Dardos, que foi o primeiro dos prêmios que o blog ganhou, me encheu de satisfação. E isso foi a melhor coisa que aconteceu ao blog naquela ocasião.  Faz tempo que o blog não é contemplado com um selo ou um prêmio, mas isso também não me entristece.

Outra coisa que considero dentre as melhores que aconteceram foi ver a campanha que iniciei aqui para resgatar a imagem do grande artista Wilson Simonal (até criei o selo abaixo) ser replicada noutros blogs, como o da Meire Bottura, uma grande fã do Simonal (acho que esse blog ela desativou), e do Martoni, o Forma & Elenco. Se desejar colaborar nessa campanha cole o selo no seu blog. 


terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

ANIVERSARIO DESTE BLOG

Hoje, sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009, este Blog completa seu primeiro aniversário. Talvez seja uma atitude pueril de minha parte comemorar o aniversário de um simples Blog. Tem gente que comemora aniversário de bichos (cachorro, gato, papagaio, peixinho), outros comemoram de bonecas e há, até, uns que comemoram aniversário de falecimento da sogra.
De qualquer maneira, achei que devo comemorar esta data. Afinal, manter esse blog por todo esse ano de 2008 tem sido algo que me proporcionou muita satisfação. E cuido dele como cuidaria de uma plantinha, de um bichinho de estimação, mas foi ele quem me tomou pela mão e me levou por mares nunca dantes navegados e por ruas onde nunca andei.
Com ele conheci e participei de um grupo maravilhoso (Blogs Educativos) que viajou de ônibus para Cuba (virtualmente), e foi ele quem me apresentou a um novo amigo, um cabôco holandês que, lá da Holanda, me ensina sobre Bossa Nova. No Natal ele me deu de presente uma 'amiga secreta' que carregarei com carinho para sempre, embora nunca tenha ouvido sua voz. Foi pelas ruas de meu blog que encontrei uma pessoa que gosta do Wilson Simonal mais do que eu. Meu blog me apresentou pessoas maravilhosas, fantásticas mesmo, que me cativaram e se tornaram minhas amigas, confidentes, auxiliares, companheiras, muito embora nunca tenha trocado com elas uma única palavra fora do mundo virtual. Como serão no mundo real?
Então, devo ou não devo homenagear essa data no calendário de datas significativas de minha vida? Quando lançamos um livro é de praxe ter uma pequena festa, e acho que quando um blog atinge marcas significativas deve merecer uma comemoração a altura. Por isso, e porque sexta-feira é o dia nacional da cerveja e o dia internacional do adultério (como dizia o cumpadi Washington, um amigo já falecido), acho que tenho uma bela razão para fazer um churrasco lá em casa (embora eu não coma carne de quadrúpedes) e, evidentemente, tomar umas geladas (embora aprecie, sobremaneira, um campari).
Gostaria de convidar todos os amigos que transitaram por aqui para participar dessa festa de aniversário, mas pela impossibilidade disso acontecer, fiquem certos que estarei elevando um brinde a todos vocês e agradecendo a todos que passaram por esta rua que é meu Blog. Mesmo os que passaram sem deixar seu comentário, que querendo ficar despercebido, invisível. Assim, convido você para assoprar essa velinha comigo. E essa primeira fatia do bolo é sua, com meu muito, muito mesmo, obrigado!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

DIA DO BLOG: 31 de agosto

O blogueiro e este blog se sentem felizes com a indicação recebida pelo Dia do Blog, feita pela amiga blogueira Semíramis Alencar, do Educando o Amanhã. A indicação reveste-se de grande significado porque é a primeira recebida por este Blog. Assim, vai aqui nosso agradecimento amazônico recheado de afeto e carinho.

E dando prosseguimento a corrente de indicações, apresentamos abaixo os nossos 5 indicados. Você, caro leitor, confira e indique também os seus 5 blogs:

1- Blogosfera Marli, da Profa. Marli Fiorentini. Um excelente blog, com reflexões sobre educação.
2- Blog da Meire Botura - Uma justa homenagem ao inigualável artista Wilson Simonal.
3- Um Blog sem Conteúdo, do Branco Leone - humor e seriedade na medida certa. Excelente blog.
4- Forma & Elenco, blog do Martoni, um holandês apaixonado por Bossa Nova.
5- Kimilokos, blog da Profa. Thaíza para os amantes da Química.

Abaixo um trecho da postagem da Semiramis, em seu Nada demais. Leia na íntegra aqui.

Hoje é o Dia do Blog - 3108, se você observar os números lembram a palavra Blog. Soube desse dia atravé do blog do prof Rafael Este dia foi criado como forma de divulgar e expandir a blogosfera. Origem da Palavra Blog (por Rui Miranda) – A palavra blog tem uma origem curiosa. Foi cunhada por acaso no início de 1999, e ainda não é encontrada na maioria dos dicionários tradicionais. Entretanto, ela é dessas coisas da web que vêm e pegam definitivamente...

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

MAYSA: QUANDO FALA O CORAÇÃO

Caro leitor, provavelmente você sabe que nesta segunda-feira, dia 05/01/2009, a Rede Globo estreiou a minisérie Maysa: quando fala o coração, que em 9 capítulos apresenta a conturbada vida da cantora Maysa Matarazzo, até sua morte aos 40 anos em um acidente de carro na ponte Rio-Niterói (1977). Ela realmente deixou falar mais alto a voz do coração.
E se é um apreciador do que chamo de BMB (Boa Música Brasileira)e bom saudosista como eu, com certeza deve estar se deleitando com as belas (e tristes) canções de Maysa, bem como os registros originais que compõem a trilha sonora da minisérie.
É mais um trabalho magistral de Manoel Carlos (autor), de Jayme Monjardin (filho da cantora e diretor da produção) e de Larissa Maciel (atriz que interpreta Maysa).
Acho que a Rede Globo está de parabéns ao fazer o resgate da produção artística de Maysa, enquanto apresenta essa inigualável cantora ao público da nova geração, que não somente não a conheceu como nem sabe o que é "música de fossa" (Fossa: estado ou condição de quem se encontra deprimido, desalentado, triste - Dic. Houaiss). O jovem de hoje pensa que música romântica, ou "música dor de cotovelo", é essa 'melosidade' das duplas breganejas ou dos grupos ditos 'de pagode', cujas letras, com raras excessões, apresentam rimas paupérrimas e melodias pouco criativas.
No blog do meu amigo Martoni, um holandês maluco por Bossa Nova, você pode encontrar uma excelente postagem sobre Maysa (clique AQUI), bem como acessar um excepcional material sonoro sobre a Bossa Nova, do programa de Rádio Forma & Elenco.

Em tempo: Acho que já é hora da nossa televisão (Globo, SBT, Band, Record, Cultura etc) realizar um especial sobre Wilson Simonal, e cumprir com seu papel de ser uma espécie audio-visual de arquivo cultural de nossa sociedade. Estou aguardando por isso faz tempo, e creio que muitos brasileiros também!
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Hoje me bateu uma baita saudade
Eita, saudade!
Saudade é coisa boa com cheiro de velharia. Fala de pessoas ausentes, de vivências passadas e de coisas já experimentadas mas, e fundamentalmente, fala daquilo que não esquecemos. É tatuagem no coração e na mente. E muito embora digam que a saudade é dor pungente, todos que a sentiram sabem que é melhor que dor de dente.

Dizem que a saudade mata a gente, morena, mas creio nisso não. A saudade não nos foi dada para sofrer, foi-nos dada para viver, ou reviver, como queiram; mas também pode servir para fortalecer o coração e alma do "caboco" saudosista.

Somente os sem amor morrem de saudade ou fazem de suas saudades um lugar de castigo. Minhas saudades são como meus álbuns de retrato: dizem da minha história, por isso guardo-as com carinho. E quando eu me for, sei que serei saudade também.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Comecei 2010 sem as Musas: agruras pela falta de imaginação

Agruras de blogueiro com falta de imaginação ou Comecei 2010 sem as Musas...

Olá! Essa é a postagem número 1 de 2010.  The first post, a primeira, primeiríssima postagem do ano. Ham?... Demorei? É, ' tá com razão! Já estamos no 5º dia do ano e somente agora este blogueiro faz uma postagem, e ainda por cima assim... meio chinfrim! Acontece que eu gostaria de ter feito uma postagem bem paid'égua em 1º de janeiro, mas me aconteceu o pior... Estou sem inspiração!!

É isso. Há uma semana inteira estou buscando inspiração para uma postagem decente. Sei lá porque diabos estou assim, mas isso acontece com todo blogueiro, não é? Com blogueiro só não! Pode acontecer com qualquer um. Com o poeta que quer concluir um verso; com o músico a quem fogem os acordes para uma nova melodia; com a dona de casa que quer criar um prato novo para o almoço de domingo; com o/a amante que quer surpreender o ser amado com um presente; com o professor que quer dar uma nova abordagem a um velho conteúdo; com o estudante que precisa fazer uma redação, com o político que quer compor um discurso comovente...

Blogar é um vício. Mas não é por isso que a gente vai postar qualquer coisa, apenas pra "encher linguiça", manter o blog atualizado. Blogar é um prazer quando a gente escreve algo legal, posta alguma coisa original, interessante.

Eu poderia falar do livro do jornalista Ricardo Alexandre sobre meu ídolo, Wilson Simonal, que ganhei de Madaya, minha filha; poderia falar do maucaratismo do Boris Casoy e sua hedionda manifestação de preconceito contra os garis (veja AQUI), ou sobre essa previsão, que li não sei onde, para o signo de Virgem: "Você é Virgem? Parabéns. 2010 será um ano para dar tudo certo. Ou seja, para dar tudo, certo? Melhor dizendo, para dar… tudo certo?"  Para mim é uma frase didático-pedagógica: pode ser usada para se mostrar a importância da vírgula. Hahahahaaa!... (Tem alguma virginiana lendo isso?)
Mas, infelizmente, as musas, aquelas de Platão (na figura ao lado), se recusam a me ajudar.

Você pode até dizer que basta visitar outros blogs, ler jornais, assistir o noticiário ou, simplesmente, olhar em volta, e a gente encontra algo interessante para contar. Sim, é verdade. Mas, nada disso adianta se as coisas não fluem no pensamento e a inspiração queda-se engessada.  E o que pode ser pior para um blogueiro do que ficar sem imaginação, sem criatividade?

Imagina o desespero: Tá lá o cabra querendo escrever mas não consegue harmonizar suas palavras num texto agradável e interessante; querendo contar alguma coisa mas nada merecedor de registro lhe vem à mente; querendo dizer daquilo que vê, mas suas idéias parecem vestir um escafandro. Falta de imaginação é ph...! Podes crêr!
* Crédito: Figura obtida na Wikipédia.
No TOP BLOG 2011 ficamos entre os 100 melhores da categoria. Pode ser pouco para uns, mas para mim é motivo de orgulho e satisfação.
Sou muito grato a todos que passaram por essa rua que é meu blog e deram seu voto. Cord ad Cord Loquir Tum

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