domingo, 8 de março de 2009

Inclusão Social - algumas considerações

Esta postagem faz parte da Postagem Coletiva sobre Inclusão Social, de iniciativa do blog Esterança.

Vou começar convidando todos considerarem o seguinte pensamento:"Os donos do capital vão estimular a classe trabalha- dora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado."
Certamente você deve ter percebido que se trata de uma reflexão bem atual, consoante com a crise econômica que abalou a sociedade norte-americana e, por tabela, o mundo capitalista pós-moderno; e crê que foi formulada por algum economista contemporâneo, mas engana-se, ela é de 1867 e foi expressa pelo gênio de Karl Marx, em "O Capital". E ao tratar da acumulação, de mais valia, do mundo do trabalho, Marx já trabalhava sobre a exclusão e inclusão sociais.
Segundo o Wikipédia, a "inclusão social é uma ação que combate a exclusão social geralmente ligada a pessoas de classe social, nível educacional, portadoras de deficiência física, idosas ou minorias raciais entre outras que não têm acesso a várias oportunidades."
Esse conceito me parece meio capenga. Falta-lhe algo mais... consistente. Sob essa forma, Inclusão e Exclusão Social parecem apenas uma natural separação estratigráfica na pirâmide social dessa sociedade consumista. Isso fica claro na continuidade do verbete da enciclopédia digital: "Inclusão Social é oferecer aos mais necessitados oportunidades de participarem da distribuição de renda do País, dentro de um sistema que beneficie a todos e não somente uma camada da sociedade."
Bem, parece certo que o Capitalismo é o gerador desse caos social em que mergulhamos, e que nesse cenário a Inclusão Social se dá por agregação de direitos e poderes obtidos pelos cidadãos que detém o Capital. Por outro lado, algumas políticas públicas e ações paternalistas do Estado tendem a dar a ilusão de que todos têm os mesmos acessos e oportunidades. Mas é na Escola que se prepara os indivíduos para essa competição, e compete com mais chances de vitória aquele que está melhor preparado; mas essa condição é algo que o indivíduo das classes menos favorecidas dificilmente consegue obter.
Porém, tudo que é criado pelo homem encerra em si a semente de sua própria destruição, e enquanto houver o deus Capital o homem será o lobo do homem. Vemos isso hoje, com a crise que afeta países desenvolvidos, em desenvolvimento ou subdesenvolvidos. Não importa se os indivíduos são bilionários, ricos, pobres, remediados ou miseráveis, todos sofrem os efeitos dessa 'tisunami' econômica.
No meu entender, não será a ordem criada pelo homem que fará a inclusão social real e verdadeira, mas o caos. E caminhamos nesse sentido.

6 comentários:

Nina disse...

Mt bom seu post! Parecia que estava lendo um livro de historia na escola :) qd eu tinha vontade de mudar o mundo e pensava que tudo se resolveria com a volta do socialismo...e ia pra rua pedir melhoras...

o mundo nos obrigou a pensar que era um erro. e eu ja nao sei quem é que tem razao.

vc falou em escola, em competicao.. isso me lembra que como mae de dois filhos, ja me senti perdida sem saber para que eu educaria meus filhos,pra um mundo competitivo onde ele deveria virar "o esperto" ou como eu cresci e acredito ser o correto, ter o lado mais humanizado, de respeito aos outros. Optei sem pastanejar pela última, mas ainda tem gente que pensa que errei...

Fatima Cristina (www.fccdp.com) disse...

Que um dia o acesso as oportunidades da vida chegue a TODAS as pessoas, com igualdade de direitos e benefícios.
Abraços, Fatima

Compondo o olhar ... disse...

lindo seu texto, parabens pela bela participação nesta gde idea, a blogagem coletiva.


abraços

Philip Rangel disse...

Muitas vezes pergunto como que simples atos de verdade como foi desempenhado pela Ester, nos faz entrar nesse mundo magico de verdade; esse mundo que ao mesmo tempo falamos de algo serio, encontramos novos amigos, novos conteudos. Isso se chama mudança, isso é incluir na sociedade, mostrando o que somos capaz. E hoje ao ler seu conteudo deparo com varias suspresas como essa, que faz eu parabenizar a vc.. pelo excelente trabalho...

Continuemos....abraços

"A gente nao faz amigos, reconhece- os"
Vinicius de MOrais

Christi... disse...

Verdadeiro, intenso e real seu texto. Gostei muito da forma que explanou o tema, nos deixando á pensar e nos informando.

Muito bacana, bjs e volto mais

Chris

Francisco A Silva disse...

Olha Franz, concordo com você, apesar de ser contra esta idéia do mercado ditar as regras (e seguirmos). Eu tenho trabalhado com Software Livre e as perspectivas por esta ótica na minha opinião são as melhores uma vez que prega igualdade (o software é para todos) e tem como prerrogativa não a competição e sim comunidade, ajuda, voluntariado, etc. É verdade que quando estamos no conforto que o dinheiro possibilita, é mais difícil de lembrar dos menos afortunados. Veja os paises que sofreram com a guerra, as pessoas se uniram e se reergueram. Por isso, ainda acredito em pessoas (como vc) que estão dispostas apesar da competição, a ser um voluntário e ajudar ao próximo ou pelo menos pensar e mostrar o caminho.
Abraço

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