segunda-feira, 9 de março de 2009

CÓDIGO DE MODERNIDADE E SISTEMAS ANTIGOS

Desde 1997 tenho lidado com a formação de professores para uso da Informática na Educação. No início, observei que a maioria dos professores da rede pública estadual em Belém, que utilizavam as Salas de Informática Educativa (ou Laboratórios de Informática, como ainda chamam alguns) de suas escolas para desenvolver atividades com alunos, eram os de Português, de Ciências, de Geografia, de História, de Artes. Contava-se nos dedos de uma mão os professores de Matemática que empregavam a Sala de Informática para trabalhar com seus alunos um conteúdo disciplinar.

Hoje essa realidade, felizmente, é outra. Entretanto, em que pese os esforços dos Núcleos de Tecnologia Educacional-NTE com os cursos de formação continuada, a contribuição da Informática ao processo de ensino-aprendizagem continua proporcionando poucos resultados à educação pública paraense.É sobre isso que discorre minha dissertação de Mestrado. Veja abaixo.
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CÓDIGO DE MODERNIDADE E SISTEMAS ANTIGOS: A PROPÓSITO DO USO DA INFORMÁTICA PELOS PROFESSORES DE MATEMÁTICA DA REDE PÚBLICA ESTADUAL EM BELÉM
Orientador :Prof. Dr TADEU OLIVER GONÇALVES
Banca :
Prof. Dr TADEU OLIVER GONÇALVES - UFPA/PPGECM
Prof. Dr. CÍCERO ROBERTO TEIXEIRA RÉGIS - UFPA/NPADC
Prof. Dr. IRAN ABREU MENDES - UFRN/RN
Linha de Pesquisa :Processo de Ensino e Aprendizagem
Área de Concentração :Ed. Matemática
Resumo :
O uso das Tecnologias da Informação e Comunicação – TIC no ambiente escolar, além de permitir o acesso a um universo de informações tão caótico quanto inimaginável, promoveu uma profunda transformação na relação de seus principais atores – professores e alunos - com o conhecimento. Desde o final da década de 1980 que, no Brasil, diversos programas surgiram com a finalidade de prover a educação pública de condições de igualdade com a educação privada, procurando através da inserção nas escolas da rede municipal e estadual de um ambiente tecnológico de aprendizagem com base em rede de computadores conectados a Internet, garantir o ansiado salto de qualidade do ensino público. A proposta desse trabalho é investigar se os professores de Matemática que atuam nas escolas da rede estadual em Belém/PA, que possuem Laboratório de Informática, estabelecem interações com esse ambiente na busca pela melhoria de sua práxis pedagógica, favorecendo a transmissão de informações, a construção de conhecimentos e de conceitos matemáticos.

Palavras-chave: Educação Matemática, Informática, Escola Pública e Formação de professores.

TEXTO INTEGRAL AQUI

3 comentários:

Anônimo disse...

Prezado Franz: excelente postagem; gosto muito quando adentra ao campo educacional e faz dos seus conhecimentos um aporte aos colegas professores. A formação docente qualificada desagua na escola as contribuições necessárias. Desejaria ser uma das suas alunas para ficar tarimbada no uso das ferramentas oferecidas pelo suporte digital.
Um abraço da leitora sempre atenta,
Doralice Araújo, professora de Redação, em Curitiba

www.gazetadopovo.com.br/blog/namira

Isabel disse...

Professor!
Trabalho com alunos em currículo por atividades, nas aulas de informática educativa procuro desenvolver todas as disciplinas de acordo com o projeto de sala do professor regente.
Em matemática procuro desenvolver atividades que desenvolvam o raciocínio lógico dos alunos.
Estou sempre na busca de novas informações.
Gostei de seu texto, uma boa reflexão a todos.
Abraços.

rociorodi disse...

Franz,

Aprecio muito a educação matemática, ainda mais quando traz discussões tão atuais. Fazer a interface informática educativa e matemática e possibilitar novos campos com essas duas ferramentas que estimulam o pensamento complexo. Parabéns pela dissertação! Adorei ver meu querido colega Iran Mendes na sua banca. Lancei dois livros deles pela EDUEPA (Editora da Uepa), aprendi a conhecê-lo melhor e a mais gostar da matemática. Tenho um livro que ele me deu da professora portuguesa Tereza Vergani, intitulado "O zero e os infinitos: uma experiência de antropologia cognitiva e educação matemática intercultural". É demais! Ajuda-nos a desconstruir muitos (pre)conceitos matemáticos rígidos, que adquirimos com as nossas histórias de séculos de submissão brasileira.
Um abração!
Maria do Rocio

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