segunda-feira, 7 de julho de 2008

PROFESSOR, POR FALTA DE OPÇÃO.

Pessoal, estive ausente deste blog por toda semana que passou. Foi uma semana movimentada e merecia um post especial. Pra começar, foi o início do veraneio e das férias escolares. E entrei, também, em férias! Nesse período o que mais se vê é gente partindo em viagem, parente chegando, e a cidade do jeito que gostaríamos que sempre estivesse: calma, serena, tranqüila.

Li no Jornal AMAZôNIA do dia 29 de junho, a reportagem intitulada "Professor somente por falta de opção", que até parece fundamentada no meu post anterior "Professor: o homem que faz estradas". Veja um trecho:
Salários baixos, carga de trabalho excessiva, rotina estressante. Ser professor do ensino básico não é tarefa das mais fáceis. Uma pesquisa da Unesco divulgada no último mês revelou que de cada dez professores, oito estão insatisfeitos com o salário que recebem. A desvalorização dos profissionais de educação se reflete na falta de interesse dos estudantes em escolher, como profissão, a carreira de professor.

Ninguém duvida que o trabalho enobrece o homem (ainda mais o trabalho de professor), mas que o salário humilha, ah! isso humilha. Evidentemente que se temos profissionais insatisfeitos, descontentes, desmotivados, o produto só pode ser de baixa qualidade. E ai temos uma das piores taxas de desempenho escolar do mundo.

Mas não são os baixos salários os únicos responsáveis pelas péssimas condições do profissinal de educação neste nosso Patropi. A formação do profissinal que pretende ser professor também é das piores do mundo.
Boa parte dos aspirantes a professor de educação básica vêm de escolas públicas, de famílias de baixa renda e têm mães com pouca escolarização - condições que apontam maiores chances de dificuldades acadêmicas durante os cursos. Esse dado foi constatado na pesquisa realizada pelo Instituto Futuro Brasil e Fundação Lemann, e já havia sido apresentado há alguns anos pela própria Universidade Federal do Pará (UFPA). >

E mais:

Nos corredores do Centro de Educação da UFPA, as histórias dos alunos que fazem pedagogia porque não conseguiram ser aprovados em outros cursos são muito comuns. Mesmo sendo bastante procurado, o curso continua exigindo uma pontuação relativamente baixa para os ingressantes e atrai dissidentes de outros cursos, que optam pela pedagogia pela facilidade de acesso.

Conversando com um amigo sobre essa constatação, ele propôs como uma das medida urgentes para melhorar o padrão dos novos professores, a elevação da pontuação para seu ingresso na universidade. Será que daria certo? Não seria reduzir ainda mais o índice de cidadãso com nível superior neste país? Isso sem falar na redução de chances para os menos favorecidos ingressarem na universidade. É um dilema hamletiano!!!
Ilustração do autor

Nenhum comentário:

No TOP BLOG 2011 ficamos entre os 100 melhores da categoria. Pode ser pouco para uns, mas para mim é motivo de orgulho e satisfação.
Sou muito grato a todos que passaram por essa rua que é meu blog e deram seu voto. Cord ad Cord Loquir Tum