quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

MANIFESTO PRO-INDIGNAÇÃO BRASIL

MANIFESTO PELA INDIGN@AÇÃO DA NAÇÃO Oi! Estou lançando, a partir de hoje, um movimento pela indignação nacional. Como educador, freqüentemente me posicionei com pura indignação diante de vilanias, injustiças e atos anti éticos. Por isso, hoje venho falar do verbo Indignar, de indignação, de nação indignada ou nada indigna nação. Esse jogo de palavras me lembra a música “Caldeira do Diabo”, que em certo trecho brinca com as palavras “indignação, indigna, nação”... (confira no endereço http://www.politicus.org.br/arquivos/UltimoAviso.swf). Indignar é verbo pra ser conjugado, apenas de duas formas: presente do indicativo ou imperativo afirmativo. Futuro e pretérito não devem, nunca, ser ensinado nas escolas. O que aprendemos na escola (?) é que o morfema In é um prefixo de negação, e antes de uma palavra parece que o In serve para construir seu antônimo; ou seja, In é um elemento classificador da condição oposta: Infeliz, Insubordinado, Incapaz, Incrível... É preciso, já, que a escola ensine a aprender a se indignar. Mas, será que temos professores realmente indignados? Ou são apenas insatisfeitos, inconformados? Recentemente vi, pela televisão, uma campanha um tanto ridícula, que apresenta uma professora em sala de aula “ensinando” a um bando de adultos a repetir “eu estou de olho...”. Parece um bando de retardados decorando a tabuada. Muita gente tem olhos e não vê, ouvidos e não ouve... Cabe a Educação o papel de “abrir” os olhos e “destampar” os ouvidos, como queria Paulo Freire. Em outro comercial apresentado em 2007, este para a Rádio CBN, o professor e jornalista Heródoto Barbeiro discursa no Viaduto do Chá convidando os passantes a tomarem atitudes, se indignarem (veja em http://www.youtube.com/watch?v=vjTno9IjTfU ) Indignar-se é uma atitude de amadurecimento político-social e intelectual, que não deve ser confundida com o mero “revoltar-se” ou com uma ameaça pueril do tipo “Estou de olho...”, que está mais para uma atitude de mãe que adverte filho do que de cidadão cobrando seus direitos. Indignar-se é um direito de cidadania, que deve ser respeitado em seu exercício, pois só nos indignamos diante de um motivo digno. Contudo, indignar-se diante da ação de empresários desonestos, de políticos corruptos, de policiais bandidos ou da falta de ética de um chefe ou companheiro de trabalho, quase sempre acaba em perseguição e punição. Mas o cidadão indignado não adota uma posição de indiferença ante a injusteza de uma causa ou situação, mesmo que isso lhe cause transtornos. O Jornalista Boris Casoy, âncora do Jornal da Record se indignou e foi demitido em 2005; a apresentadora SALETE LEMOS, âncora da TV Cultura, fez um discurso de pura indignação com a política econômica brasileira (veja vídeo abaixo), e por conta disso foi demitida em julho de 2007. Se alguém cuja missão é divulgar a verdade e manter o povo informado, é punido por cumprir seu dever, me diga se esse não é um motivo digno da gente se indignar?! Enquanto isso, os BBB (Bobo, Babaca Brasil) imponderam a imbecilidade nacional. Brasil digno, indigne-se!

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