Essa é para meus colegas professores de Língua Portuguesa e Literatura, para os que cuidam de Salas de Leitura e Bibiotecas, e para todos que gostam de rir. Se é seu caso, aqui vai uma sugestão de boa leitura.
Mas você sabe o que é uma boa leitura? É uma leitura daquelas que desopilam o fígado, leitura que deixa a alma leve, lavada, enxaguada e posta a quarar no Sol da satisfação; que faz brilhar os olhos com o colírio da emoção e fica fazendo cócegas na nossa imaginação.
Mas você sabe o que é uma boa leitura? É uma leitura daquelas que desopilam o fígado, leitura que deixa a alma leve, lavada, enxaguada e posta a quarar no Sol da satisfação; que faz brilhar os olhos com o colírio da emoção e fica fazendo cócegas na nossa imaginação.
Leitura boa é aquela que quando você abre o livro e vira a página parece que abriu a porteira de um pasto imenso e a boiada das letras corre pela passagem e a gente só consegue fechá-la quando toda boiada passa deixando aquele rastro na terra pisoteada e marcada de liberdade no curral do coração. Ou quando as palavras encarrilhadas são como bois 'empareados' que vão puxando um carro de boi cantadô, gemente, lamentoso, que te leva por caminhos de terra de gente e bicho, e que nesse conversar de madeira te segreda coisas do estradar.
Leitura boa é como águas de cachoeira: nunca vêm só, como rio que corre em paciência e silêncio ou lago que na mansuetude esconde mistérios. Águas de cachoeira só tem valor quando bate nas pedras, que não são obstáculos no seu caminho mas adornos.
Leitura boa como águas de cachoeira é aquela que bate e rebate por dentro, faz barulho, redemoinha emoções. Como a cachoeira ela também traz alegria pros olhos, é gostosa de se ouvir, prazerosa de estar dentro e de se banhar.
Leitura boa como águas de cachoeira é aquela que bate e rebate por dentro, faz barulho, redemoinha emoções. Como a cachoeira ela também traz alegria pros olhos, é gostosa de se ouvir, prazerosa de estar dentro e de se banhar.
É isso que sinto lendo Bandeira Nordestina, o novo livro do poeta paraibano Jessier Quirino (www.jessierquirino.com), que me chegou pelo correio ontem à noite, e no qual estou grudado feito craca em casco de navio velho ou ostra em pé de ponte, desde então.
Jessier Quirino é um arquiteto que faz poesia popular no jeito rústico do matuto, na linha do cordel, mas feita para divertir. Ele faz uma poesia sertaneja de forma bem mais criativa, onde as ricas expressões populares do homem do interior do nordeste são expostas com tamanha naturalidade, humor, leveza, simplicidade e beleza cabôcla que não há quem fique indiferente às magníficas imagens que ele cria no linguajar personalissimo do tabaréu. No google você pode encontrar várias referência e cópias de seus trabalhos, de suas apresentações.
Penso que seria muito interessante trabalhar essas ricas e originais expressões regionais em atividades de sala de aula. Fica ai a sugestão, ou sugestões,

