quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Sururu de capote

De repente o vento da saudade me trouxe um cheiro vindo de Maceió, nos anos finais da década de 1960: o cheiro de sururu de capote cozido em panela de barro. 

Imagem: matematicadeaula.blogspot.com
Não sei porque minha memória olfativa me levou nesse "revival", mas tais recordações me encheram a alma de paz. Revi a casinha tão pobre no Vergel do Lago; minha avó materna, que era benzedeira e sabia muitas histórias; minha mãe tão magra, mas tão forte e destemida, com seus cinco filhos, que levou de Nova Iguaçu, no Estado do Rio de Janeiro, para Maceió. 

Nessa época, em Maceió, eu morava com minha mãe e minha avó, mais dois irmãos e duas irmãs, numa pequena (pequena não, minúscula) casa com apenas 3 cômodos e cerca de 18m2. Nosso fogão era a carvão e de barro, feito dentro de um caixote de madeira suspenso por quatro pés. Nele minha avó preparava o sururu de capote, cozido na panela de barro já enegrecido, e usava uma colher feita da metade de um coco atravessada por uma vareta de pau, a guisa de cabo. Eu mesmo fiz uma, quando a primeira quebrou. Até hoje somos (eu e meus irmãos) apaixonados por sururu de capote, de preferência preparados numa penela de barro.


Um comentário:

António Jesus Batalha disse...

Ao passar pela net encontrei seu blog, estive a ver e ler alguma postagensé um bom blog, daqueles que gostamos de visitar, e ficar mais um pouco.
Eu também tenho um blog, Peregrino E servo, se desejar fazer uma visita.
Ficarei radiante se desejar fazer parte dos meus amigos virtuais, saiba que sempre retribuo seguido também o seu blog. Deixo os meus cumprimentos e saudações.
Sou António Batalha.

No TOP BLOG 2011 ficamos entre os 100 melhores da categoria. Pode ser pouco para uns, mas para mim é motivo de orgulho e satisfação.
Sou muito grato a todos que passaram por essa rua que é meu blog e deram seu voto. Cord ad Cord Loquir Tum