terça-feira, 24 de julho de 2012

Um pouco sobre a Greve dos Professores Federais

A greve Continua!

Com 67 dias de greve o movimento dos professores de instituições federais decidiu, nessa segunda-feira, dia 23, continuar a greve. 

No hall de entrada da Reitoria da UFPA, cerca de 82 professores, gritavam: "Dilma, a culpa é tua! A greve Continua!". 

Além de professores da UFPA e da sua Escola de Aplicação, estavam presentes funcionários de outras instituições federais e alunos da UFPA, que também estão em greve.

O movimento paredista, o maior da categoria até hoje, está cada vez mais forte e não apresenta temor ante ameaças do governo. 


É preciso deixar claro que a greve não é por melhores salários. Salário é importante, sim, mas isso é uma parcela dos objetivos pelos quais lutam os professores. A greve é por melhorias na educação pública e federal.
O blogueiro (de chapéu) entre as professoras Vanja e Cleonice - os 3 são professores de Informática Educativa na Escola de Aplicação da UFPA.
O governo continua acenando com uma proposta que traz a perda de algumas conquistas já sacramentadas. Aliás, o que o Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão-MPOG apresentou à categoria não é uma proposta e nem sequer um projeto de Lei. O documento tem o título de "Aspectos conceituais de proposta de reestruturação das carreiras docentes". Um conjunto que não passa de meros tópicos "conceituais". 

Professores com selo do IMETRO

E num dos itens apresenta um famigerado Certificado de Conhecimento Tecnológico-CCT, com o qual pretende avaliar o desempenho com vistas à progressão funcional dos professores da Educação Básica Técnica e Tecnológica (Institutos Federais de Ensino e Escolas de Aplicação). Para o CCT, diz o governo, será criado um Conselho permanente formado por órgãos de pesquisa e fomento, tais como o IMETRO. O que significa que, caso aprovado, agora os alunos vão poder escolher seus professores pelo carimbo do IMETRO, como escolhem uma geladeira, uma caixa de fósforo ou uma lâmpada.


E como se não bastasse, o MPOG quer parcelar em 3 anos o pagamento do reajuste proposto. Ora, a gente parcela é dívidas, contas, nunca salário... E, para piorar, ainda remete para 2015 (ou seja, para um novo governo - ou este, se reeleito), o pagamento do reajuste que pode atingir até 45% (que só beneficia professores com doutorado), mas despreza a corrosão inflacionária nesses 3 anos. 

Dar esmola com dinheiro dos outros é... 


NO documento da ADUFPA, distribuído ontem, está claro que "O impacto financeiro de 3,9 bilhões, anunciado para efetivar a proposta em 3 anos não pode ser considerado um investimento à altura da necessidade dos trabalhadores da educação deste país, quando comparados aos 10 bilhões doados pela Presidenta Dilma como contribuição do Brasil para ajudar países da Europa afetados pela crise do capital". Em outras palavras, é muito fácil passar por rico e dar esmolas com o dinheiro dos outros.


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