Devo essa postagem ao meu amigo Fernando Antônio de Oliveira, o Fernandão do Grupo Blogs Educativos.
Fernandão mantém os blogs Bloguetando Educação , o Paralisia Cerebral e o blog da Revista Nosso Patrimônio (Veja AQUI).
Além de bom blogueiro e bom professor de História em Muriaé-MG, Fernandão ainda arruma tempo para ser o editor de uma excelente revista voltada para a valorização e resgate da cultura muriaéense, a Revista NOSSO PATRIMÔNIO.
Tive a satisfação de receber seu número de lançamento, totalmente dedicada a homenagear o grande compositor Alcyr Pires Vermelho, um dos mais ilustres filhos de Muriaé. Em suas 32 páginas ricamente ilustrada em papel couché, a história, a bibliografia e o talento de Alcyr Pires Vermelho desfilam como se fosse uma de suas composições, uma de suas melodias tão apreciadas, que agora ouço e me inspira nessa postagem (nesse exato momento eclode a voz inconfundível de Maysa, cantando 'Bronzes e Cristais', da trilha sonora da minisérie global "MAYSA".
O trabalho de garimpagem das fotos e ilustrações, todas de ótima qualidade, bem como a coleta dos depoimentos, entrevistas e "causos" pitorescos da vida do músico e compositor, atestam o talento de Fernandão para a árdua tarefa de editar uma revista cultural numa terra onde, se a publicação não mostrar imagens 'fotoshopadas' de alguma artista em poses sensuais, ou peitões e bundas de popozudas siliconada saídas do BBB, dificilmente consegue apoio e patrocínio.
Eis porque as Leis de incentivo à arte e à Cultura, como a Prefeitura de Muriaé/FUNDARTE, são tão bem recebidas e necessárias para permitir que projetos como esse do Fernandão, de trazer para a nova geração, para novos ouvidos, as canções e a música de Alcyr Pires Vermelho. Mas mesmo com o amparo da Lei de incentivo à publicação, a revista NOSSO PATRIMÔNIO necessita de todo nosso apoio
Apesar das dificuldades enfrentadas, sei que editar essa revista deve ter proprocionado um grande prazer e satisfação ao Fernando, pois sentimos isso ao apreciar o produto final de seu esforço: a diagramação cuidadosa, os textos bem construídos, as imagens de qualidade, ainda que a maioria seja de arquivos pessoais (como de soe acontecer numa pesquisa histórica) e as informações interessantes e bem fundamentadas no tempo e no espaço.
Parabéns ao blogueiro, ao professor, ao historiador e, agora, ao editor Fernandão, que com tanto esforço e dificuldade defende o NOSSO PATRIMÔNIO.
Mostrando postagens com marcador MPB. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MPB. Mostrar todas as postagens
domingo, 28 de junho de 2009
sábado, 11 de outubro de 2008
A CENSURA DOS PAIS É ZELO.
Desculpem os tecnobregueiros, funkeiros, pagodeiros, os famigerados “forrozeiros” e duplas country, mas gosto de música de qualidade, que tenha conteúdo, que tenha poesia inteligente, lapidada, e de arranjos bem elaborados. Nessa postagem quero falar dessa onda de músicas de qualidade no mínimo duvidosa (para ser cortês e educado), que teriam seus discos quebrados sumariamente pelo Flávio Cavalcante, se ele ainda estivesse vivo e apresentando seus memoráveis programas.
Eu costumava assistir com meu pai aos programas do jornalista e apresentador Flávio Cavalcante, lá em Nova Iguaçu (RJ) nos meados da década de 1960 e década de 1970. Flávio Cavalcante em seu “Um instante, maestro!”, quebrava os discos que traziam letras maldosas ou de má qualidade. prestou valiosos serviços à música brasileira. Ele faz falta hoje, quando as rádios e TV divulgam tanto lixo sonoro travestido de música, que já formam (ou deformam?) o gosto musical de uma geração.
É admirável que se toque nas rádios e programas de TV de apelo popular, tantas músicas cuja vulgaridade e até mesmo obscenidade chegam a ser um atentado ao pudor. Não falo das besteira de duplo sentido cantadas antigamente pelo Genival Lacerda, Sandro Beker (quem se lembra?) e outros. Estas estavam mais para o humorismo e a brincadeira maliciosa. Falo de músicas inspiradas em bandidos, em drogas, em sexo com letras tão explícitas e melodias tão pobres quanto idiotas, e que se tornam-se hits nacionais mais rapidamente do que catinga de carniça se espalhando ao vento.
Coisas como Créu, Funk das Cachorras e similares, ou preciosidades como “Mas se o dinheiro ta na mão, a calcinha tá no chão”, que não esconde a profissão da personagem, ou “Vamos simbora pra um bar beber, cair, levantar”, ambas do grupo de “forró” Saia Rodada, recheiam a programação musical de muitas rádios brasileiras, e bailes por todos os cantos. Já vi e ouvi, até em festas de colégio, crianças dançando com sensualidade (claro que elas não tem essa consciência nem sabem exatamente o que é isso!), sob o olhar sorridente e mesmo satisfeito dos pais, provavelmente achando lindo a filhinha dançar, empinando a bunda e se rebolando com uma mão na cabeça e outra na cintura. O fato é que os pais, por serem apreciadores dessa categoria de música e de programa de TV, não regulam o que suas crianças assistem e ouvem. Em muitos casos até estimulam a imitação.
Meus filhos ouviam os clássicos da música nacional e internacional, mas também assistiam ao É o Tcham! Minha enteada, com 11 anos, tem a base da boa MPB construída em casa; é fã de Zeca Baleiro, Rita Lee, Cássia Eller (e, claro, da banda RBD), mas de vez em quando também ouve um tecnobrega, que é a moda em Belém.
Não pensem que é falso moralismo, é tão somente mais uma preocupação de um educador que gostaria de ver as crianças tendo a chance de conviver também com a boa música brasileira e poder ter opções de escolha. Em muitos lares só se ouve coisas como “Vai popozuda...”, “Um tapinha não dói...”, “Tchu Tchuca...”; e nas TVs o que se tem é Mulher Melancia, Mulher Trepadeira, Mulher Jaca, mulher isso, mulher aquilo. A mulherada que no passado lutava contra o machismo, contra a idéia da ‘mulher objeto’, hoje se entrega a essa onda sem piar.
Não pensem que o lixo musical a que me refiro é somente produção nacional. Há muito lixo internacional que desaba sobre o nosso patropi. Coisas como “I Wanna Fuck You” (Akon) e “Becouse I got hight” (Afroman), a famosa música do Homem Beringela, são um exemplo.
A música brasileira está cheia de excelentes composições, contudo é vergonhosa e deprimente a contribuição da mídia em propalar uma música de caráter obsceno, apenas porque ela vende. Carlos Rodrigues Brandão, em seu “O que é folclore” (Brasiliense, 1982. p. 46) diz: E, todos sabemos, para a indústria da cultura não há arte, devoção, tradição ou ritual. Há produtos culturais que interessam à indústria pelo seu valor comercial: vendem? São bons!”
Não apoio a censura oficial, mas a censura de pais e responsáveis é zelo, é cuidado e formação. E escola deve promover uma leitura maior dessas músicas popularescas que fazem apologia ao crime, prostituição, drogas, e que explodiram nas periferias e hoje toma conta da mídia, sob pena de ser acusada de falta de compromisso com a boa educação do cidadão.
Eu costumava assistir com meu pai aos programas do jornalista e apresentador Flávio Cavalcante, lá em Nova Iguaçu (RJ) nos meados da década de 1960 e década de 1970. Flávio Cavalcante em seu “Um instante, maestro!”, quebrava os discos que traziam letras maldosas ou de má qualidade. prestou valiosos serviços à música brasileira. Ele faz falta hoje, quando as rádios e TV divulgam tanto lixo sonoro travestido de música, que já formam (ou deformam?) o gosto musical de uma geração.
É admirável que se toque nas rádios e programas de TV de apelo popular, tantas músicas cuja vulgaridade e até mesmo obscenidade chegam a ser um atentado ao pudor. Não falo das besteira de duplo sentido cantadas antigamente pelo Genival Lacerda, Sandro Beker (quem se lembra?) e outros. Estas estavam mais para o humorismo e a brincadeira maliciosa. Falo de músicas inspiradas em bandidos, em drogas, em sexo com letras tão explícitas e melodias tão pobres quanto idiotas, e que se tornam-se hits nacionais mais rapidamente do que catinga de carniça se espalhando ao vento.
Coisas como Créu, Funk das Cachorras e similares, ou preciosidades como “Mas se o dinheiro ta na mão, a calcinha tá no chão”, que não esconde a profissão da personagem, ou “Vamos simbora pra um bar beber, cair, levantar”, ambas do grupo de “forró” Saia Rodada, recheiam a programação musical de muitas rádios brasileiras, e bailes por todos os cantos. Já vi e ouvi, até em festas de colégio, crianças dançando com sensualidade (claro que elas não tem essa consciência nem sabem exatamente o que é isso!), sob o olhar sorridente e mesmo satisfeito dos pais, provavelmente achando lindo a filhinha dançar, empinando a bunda e se rebolando com uma mão na cabeça e outra na cintura. O fato é que os pais, por serem apreciadores dessa categoria de música e de programa de TV, não regulam o que suas crianças assistem e ouvem. Em muitos casos até estimulam a imitação.
Meus filhos ouviam os clássicos da música nacional e internacional, mas também assistiam ao É o Tcham! Minha enteada, com 11 anos, tem a base da boa MPB construída em casa; é fã de Zeca Baleiro, Rita Lee, Cássia Eller (e, claro, da banda RBD), mas de vez em quando também ouve um tecnobrega, que é a moda em Belém.
Não pensem que é falso moralismo, é tão somente mais uma preocupação de um educador que gostaria de ver as crianças tendo a chance de conviver também com a boa música brasileira e poder ter opções de escolha. Em muitos lares só se ouve coisas como “Vai popozuda...”, “Um tapinha não dói...”, “Tchu Tchuca...”; e nas TVs o que se tem é Mulher Melancia, Mulher Trepadeira, Mulher Jaca, mulher isso, mulher aquilo. A mulherada que no passado lutava contra o machismo, contra a idéia da ‘mulher objeto’, hoje se entrega a essa onda sem piar.
Não pensem que o lixo musical a que me refiro é somente produção nacional. Há muito lixo internacional que desaba sobre o nosso patropi. Coisas como “I Wanna Fuck You” (Akon) e “Becouse I got hight” (Afroman), a famosa música do Homem Beringela, são um exemplo.
A música brasileira está cheia de excelentes composições, contudo é vergonhosa e deprimente a contribuição da mídia em propalar uma música de caráter obsceno, apenas porque ela vende. Carlos Rodrigues Brandão, em seu “O que é folclore” (Brasiliense, 1982. p. 46) diz: E, todos sabemos, para a indústria da cultura não há arte, devoção, tradição ou ritual. Há produtos culturais que interessam à indústria pelo seu valor comercial: vendem? São bons!”
Não apoio a censura oficial, mas a censura de pais e responsáveis é zelo, é cuidado e formação. E escola deve promover uma leitura maior dessas músicas popularescas que fazem apologia ao crime, prostituição, drogas, e que explodiram nas periferias e hoje toma conta da mídia, sob pena de ser acusada de falta de compromisso com a boa educação do cidadão.
Assinar:
Postagens (Atom)
No TOP BLOG 2011 ficamos entre os 100 melhores da categoria. Pode ser pouco para uns, mas para mim é motivo de orgulho e satisfação.
Sou muito grato a todos que passaram por essa rua que é meu blog e deram seu voto. Cord ad Cord Loquir Tum
