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terça-feira, 26 de abril de 2011

Glossário do Bloguês e Creative Commons

O comentário que transcrevo abaixo foi deixado na postagem anterior:
Olá, Franz! Estou aqui solicitando sua autorização para publicar seu glossário do bloguês no Portal Rioeduca (portal dos professores da Cidade do Rio de Janeiro). Há muitos blogs surgindo na rede e muitas dúvidas... Considero ótimo seu trabalho de esclarecimento dos termos técnicos, e sei que muito ajudará nossos professores.Não esquecerei de citar sua autoria e endereço digital. 
Desde já, te agradeço!  
Um abraço,  
Prof. Ivanise Meyer 
Portal Rioeduca - http://www.rioeduca.net/index.php/
Foi muita gentileza da Ivanise Meyer deixar esse comments. Agradeço-lhe e, evidentemente, já respondi dando a permissão solicitada. 
 
Porém, minha gente blogueira, visitante contumaz ou apenas passante incidental, quero aproveitar a ocasião para dar um esclarecimento aos que navegam pela Blogosfera: não é preciso pedir autorização ao autor para usar um texto ou uma imagem de um blog que está sob Licença Creative Commons (como é o caso deste blog e de todo conteúdo nele postado, inclusive dos artigos disponíveis na barra lateral), desde que você referencie a fonte e autor corretamente.
Ao licenciar seu material (texto, foto, vídeo, áudio etc) em CC o autor está protegido pelas leis aplicáveis de copyright, mas também está autorizando, de maneira explícita e legal, que qualquer pessoa possa reproduzir em parte ou na íntegra seu trabalho, desde que respeite as atribuições dadas pela licença.
Assim, fiquem à vontade para reproduzir todo material disponível neste blog,  sem necessidade de autorização expressa do proprietário. No entanto, a regra da boa etiqueta manda que ao fazer isso, pelo menos, informem ao autor.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A Revolução do Software Livre

Neste final de semana acabei a leitura do romance  "O Complexo de Di", do escritor chinês Dai Sije. O livro conta as peripécias de Muo, o primeiro psicanalista da China, apaixonado pelas teorias de Freud.  Muo, que tem 40 anos e é virgem,  estudou na França e retorna ao seu país para tentar salvar sua amada da prisão e da condenação à morte, imposta pelo juiz Di.  Para isso o quixotesco Muo precisa encontrar uma virgem para o juiz. 
Com humor, criatividade e muita competência, Dai Sijie apresenta uma China pós-revolução cultural, miserável, em confronto com uma China tradicional, onde a cultura medieval ainda impera em vários recantos.  A leitura é um tanto pesada, por conta do excesso de descrição e detalhamento, pelo ir e vir no tempo e no espaço, mas é muito interessante pelas informações sobre hábitos e costumes locais.

Terminado esse, que recomendo, comecei a leitura (um tanto tardia, confesso) de "O Homem que Matou Getúlio Vargas", do consagrado Jô Soares (Cia. das Letras, 1999) e A Revolução do Software Livre (Comunidade SOL; Manaus, 2009). E é sobre este último que trata esse post. 

A Revolução do Software Livre é um livro que pode ser obtido enviando um email para a ONG Comunidade SOL (http://www.comunidadesol.org/).  Fiz o pedido em nome do Núcleo de Informática Educativa Prof. Washington Lopes (NTE Belém) e do Núcleo de Informática Educacional - NIED, e na sexta-feira passada o livro chegou no NIED. Quero agradecer de público ao Tiago de Melo por nos ter presenteado com a obra.

O livro é uma coletânea organizada por Tiago Eugenio de Melo, fundador e diretor-geral da ONG Comunidade SOL Software Livre, responsável pela públicação da obra. Reúne 10 autores, todos especialistas em TI e usuários compulsivos de softwares livres. Alguns, inclusive, são desenvolvedores e colaboradores atuantes da comunidade GNU/Linux.  Cada autor é responsável por um capítulo, distribuídos em 366 páginas. Veja abaixo a relação dos capítulos e seus autores:

Cap. I  - Estudando o Software Livre - Marcelo Ferreira
Cap. II -  Liberdades, Exclusão e Licenciamento de Software Livre e outras Obras Culturais - Alexandre Oliveira
Cap. III - Creative Commmons, Software Livre e Cultura Livrte - Pedro Mizukami
Cap. IV - Software Livre e Inovação - Rubens Queiroz
Cap. V - Reflexões sobre Algumas Respostas Psicológicas a Forças de Mercado - Pedro Rezende
Cap. VI - O Crescimento Econômico com Software Livre: Uma Visão para Micro e Pequena Empresa - Paulo Michelazzo
Cap. VII - Modelos de Negócio em Software Livre: Quem Disse que não se Ganha Dinheiro com Software Livre? - Cezar Taurion
Cap. VIII - Desenvolvimento Colaborativo - Christiano Anderson
Cap. IX - O Lado Técnico da Lioberdade: Soluções, Mitos, Desafios e Alternativas - Jansen Sena
Cap. X - GNU/Linux em seus Diversos Sabores - Tiago de Melo

Como ainda não terminei de lê-lo, trago um breve olhar sobre alguns capitulos, a guiza de estímulo para que você, leitor amigo, possa se interessar por sua leitura. Considero o livro leitura imprescindível para a comunidade e/ou interessados em SL.

O Capítulo I é um excelente artigo sobre o SL. Simples, didático e rico de informações e história. Além de oferecer uma linha do tempo,  esclarece os principais conceitos, licenças e siglas da Comunidade GNU. Muito bom para quem não conhece ou está se aventurando no GNU-Linux.  O Capítulo X pode complementar, em muito, suas informações.

O Capítulo II é muito interessante e criativo. Trata de direitos autorais e produtos culturais com humor e originalidade, apresentando um páis fictício chamado Pãn'k (Pânico), onde adoravam um deus chamado T'Pãn e cuja principal indústria é o pão, o alimento essecial da população. Então, alguém desenvolve uma fantástica máquina capz de copiar qualquer objeto ou substância, e esse produto essencial passa a ser copiado e vendido.  A partir dessas analogias, o autor revela como são criadas as leis de proteção aos interesses mercadológicos, marcas e patentes, os selos de qualidade, garantias e a pirataria.  É o capítulo mais longo, começa na página 61 e vai terminar na página 123. Mas se lê praticamente de um fôlego só, tal sua criatividade e humor.

O Capitulo III trata das licenças Creative Commons, que também protege os post desse blog e de tantos outros. Você sabia que, "a partir do momento em que determinada criação intelectual é fixada em uma base física, ela é submetida ao regime legal dos direitos autorais (Lei 9.610/98 - art. 7)"? Você sabia que as licenças CC só eram válidas nos Estados Unidos da América, que o Brasil foi o terceirto país a adotar as licenças CC, e que hoje são 50 países que as adotam? Sabe o que é copyright e copyleft?

O Capítulo IV é o menor do livro, começa na página 177 e termina na 183. Trata da experiência de criação do sistema Nou-Rau, da UNicamp. O sistema foi desenvolvido para o gerenciamento de bibliotecas da Universidade e hoje está disponível na Web e pode ser empregado por diversas outras instituições. Os demais capítulos tratam de questões práticas e mercadológicas do Software Livre. Mas, para mim, a principal mensagem do livro é a filosofia do software livre: "Just for Fun".

* Créditos das imagens: 1- radio-com.blogspot.com; 2 - wireleess.ictp.it/school_2006
No TOP BLOG 2011 ficamos entre os 100 melhores da categoria. Pode ser pouco para uns, mas para mim é motivo de orgulho e satisfação.
Sou muito grato a todos que passaram por essa rua que é meu blog e deram seu voto. Cord ad Cord Loquir Tum

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