sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

ENTÃO É NATAL!...

Então, caro leitor, estamos no Natal.

Então é Natal... E o que você fez?
Deixou que coisas insignificantes e irrelevantes se transformassem em figuras principais de crises e desavenças domésticas e/ou familiares? Deixou que o ano passasse sem se desculpar pela falta cometida no lar ou no trabalho? Deixou que a riqueza e poder fizessem você se achar apenas no próprio umbigo? Irritou-se no trânsito quando aquele imbecil atrás de você buzinou no exato instante em que o sinal abriu? Odiou ao seu vizinho quando ele insistiu em ouvir aquelas músicas breguíssimas que você destesta a todo volume, sem respeitar a lei do silêncio? Desejou que os políticos deste país ardessem no mármore do Inferno? Disse todos os dias do ano para sua mulher que a ama porque essa é uma verdade de sua vida?

O ano termina, e nasce outra vez.
Então, é Natal. E o que você fez?
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É CADA VEZ MAIS COMERCIAL

Passei o Natal com a família de minha mulher e amigos. Num dado momento minha cunhada disse que, atualmente, quase não vemos presépios. O que se vê é a predominância da imagem do velho Noel e seu grande saco (epa!) de presentes, um claro e inequívoco ícone do consumo e do capitalismo. Para ela, o Natal se torna cada vez mais um evento meramente comercial, onde o que importe é comprar, gastar, presentear. A tradição e o ritual de armar o presépio, e toda simbologia que o cerca, está desaparecendo. Mas é isso que faz girar a roda da economia mundial e do progresso das nações, não é?

A modernidade tem dessas coisas: é tradiciofágica (tem essa palavra? Não a encontrei nem no Google!), ou seja, devoradora da tradição. É o que acontece com o ato de mandar cartões de Natal. Com a internet fica mais fácil, mas rápido e barato enviar os votos natalinos envolvidos em modernos cartões digitais multimidias.

Há tempos que não envio nem recebo cartões de Natal pelos Correios e, neste ano, também nem um telefonema votivo recebi. Mas encontro meu Orkut e minha mail box repleta de mensagens natalinas, muitas com anexos em PPT, apresentações típicas da época que nos convidam a refletir no sofrimento, nas lições e palavras do Crucificado; a pensar na máxima espírita de Kardec que "Fora da caridade não há salvação", em "Paz sobre a Terra aos homens de boa vontade" etc.

O Natal no mundo virtual não é melhor que o Natal no mundo real. Pode ser até mais bonitinho com tantos gifs animados, com tantas mensagens lindas em cartões animados ou em imagens magníficas, mas diabos! é tudo tão repetitivo, tão dejá vú, que uma sensação de cansaço me domina.

Mesmo assim, quero desejar para você que me lê de vez em quando ou agora pela primeira vez, e do mais fundo de minha alma, um Feliz Natal e um amazônico 2009, pleno de Paz, Saúde e Prosperidade.

sábado, 20 de dezembro de 2008

FORMAÇÃO DE PROFESSORES & AS TIC

2008/12/19 Luis Cavalcante escreveu-me:
Formar professoras(es) para utilizar pacotes de escritório como editores de textos, programas de apresentação, planilhas ou aplicativos relacionados a programação ou a computação gráfica parece não fazer mais sentido, quando cada vez mais encontramos novas ferramentas com imensas possibilidades de uso educacional na internet.


Caro amigo, você está certíssimo nessa análise e conclusão: chegamos naquilo que Capra denomina "Ponto de Mutação", o momento de transição entre paradigmas, o fim de ciclo e o início de outro que se impõe. Antes do velho paradigma desaparecer surge outro, e num mesmo instante coexistem os dois, criando conflito. E é exatamente isso que marca o ponto de mudanças, a mutação entre um estágio e outro. Na Informática aplicada a educação estamos vivenciando essa mudança.

Eu já disse noutras vezes, em outras palestras e mesmo no meu blog, que em se tratando de comunicação e transmissão de informações, ja' tivemos a Era da Oralidade, quando a informação era transmitida somente de boca à orelha. Era a modalidade one-to-one. Nessa era usáva-se apenas 1 dos sentidos, a audição. Depois veio a Era da Leitura/Escrita, quando a mensagem era transmitida por sinais gráficos impressos em mídia concreta (pedra, argila, papiro, pergaminho, tecido, papel), e também usávamos apenas 1 dos sentidos, qual seja, a visão. A sociedade de então era dominada por essas formas de comunicação unidirecional. E, evidentemente, a escola se fundamentava nelas, cada uma ao seu tempo, naturalmente.

Depois veio a Era do Som, com dois momentos: o primeiro quando a mensagem era transmitida a longas distâncias e por meio da eletricidade (telégrafo e telefone), e o segundo quando surge a mídia eletrônica, na figura da radiodifusão. Essa era pode ser sintetizada na expressão "vozes no céu", do escritor Arthur C. Clarke. Novamente continuamos com a predominância de apenas 1 dos sentidos.

Com o cinema e a televisão entramos na Era do Vídeo, e a informação tem um suporte mais amplo e de potencialidades quase ilimitadas, porque passamos a empregar dois sentidos, onde um praticamente não predomina sobre o outro, mas se ajustam, se casam para formar um único. Assim, som e imagem se unem pela primeira vez numa única plataforma, para criar múltiplas interpretações e subjetividades. Seu impacto na política, na economia e na cultura de massas é praticamente incalculável.

Até então tínhamos duas categorias de indivíduos: os produtores de informação e os consumidores dela; os que emitiam a mensagem e os que recebiam; os que apresentavam e os que assistiam etc. Vivia-se a modalidade one-to-many. Esse modelo tb acontecia no chão da escola.

Mas eis que surge a Era Digital, e a informação encontrou seu mais perfeito meio de transmissão e propagação. Agora o indivíduo emprega três de seus cinco sentidos: a visão, a audição e o tato. Tá certo que o sentido do tato é o mais limitado dos três, mas já existem softwares que conseguem transmitir informações para o usuário por meio de vibrações no controle em suas mãos. E já há estudos para que o computador possa reproduzir cheiros quando mostrar uma determinada imagem.

Com as ferramentas de interação e de criação de comunidades virtuais, a nova mídia permite que todos se tornem produtores, autores e/ou co-autores de conhecimento. Com isso ela acrescenta uma dimensão poderosa ao tradicional processo pedagógico: fez surgir o aluno autor, distribuidor e compartilhador de conhecimentos. Nesse novo paradigma, a palavra de passe é “cooperação”. A nova mídia, da sociedade pós-moderna, refaz a força da cooperação e da solidariedade entre indivíduos, antes abandonada ou relegada a um plano inferior na era anterior. E não importam as distâncias geográficas, as diferenças e anacronismos culturais; o que importa é que os indivíduos agora se juntam em comunidades segundo seus propósitos e interesses. Estamos agora na modalidade many-to-many (essas terminologias encontrei no livro “Cultura da Interface - Como o computador transforma nossa maneira de criar e comunicar”, de Steven Johnson.Zahar. 2001).

É claro que diante da nova mídia e da falta de domínio que temos dela, a escola e os educadores apresentam uma tendência para trabalhar com uma formatação a qual estão acostumados. Eis porque as analogias entre o que fazemos tradicionalmente nas salas de aula e o que fazemos na sala de informática ainda predominam. Mas isso está mudando com as novas possibilidades criadas pelas redes sociais no mundo digital.

E nesse cenário, concordo que já não basta ensinar o professor a trabalhar com um software de criação de desenhos como o Paint, ou com editores de textos, de apresentações ou com planilhas eletrônicas. A formação do professor do terceiro milênio deve ser multimidiática também. Eis porque insisto em trabalhar com as ferramentas de interação e colaboração digitais, como blogs e podcast, como ferramentas de formação tanto do estudante quanto do professor.

Uma nova pedagogia está surgindo e somos nos, os educadores atuais, que a estamos construindo, mas não seremos seus beneficiários. Estamos deixando isso como legado.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

ALMANAQUE EDUCAÇÃO

Caro amigo leitor, essa postagem é para divulgar o Almanaque Educação, um programa da TV Cultura lançado em setembro de 2008, que é um “caleidoscópio informativo e cultural” voltado para estudantes dos ensinos fundamental e médio, cujos quadros são deliciosos de se assistir e podem ser excelentes objetos de aprendizagem. Confiram alguns como Escola mundo afora, Túnel do Tempo, Pílulas do Saber, Ao mestre com carinho e garanto que você também se tornará um fã. Clique AQUI

Em meio a enxurrada de programas de baixa qualidade da TV aberta no Brasil, sou fã de carteirinha da TV Cultura. Somente ela oferece uma programação que mescla informação, entretenimento e educação, agregando valores culturais e prestando um importante serviço ao telespectador. E não apenas tem compromisso com a formação cultural, mas também oferece ferramentas para a complementação do currículo escolar e para o desenvolvimento de conceitos de cidadania.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

PESQUISA SOBRE O IMPACTO DO SOFTWARE PÚBLICO

Caro Leitor, começou uma pesquisa que pretende avaliar e identificar os impactos dos softwares públicos na sociedade brasileira. Considero que nos, educadores que lidamos com soluções Open Source, podemos e devemos colaborar nesta pesquisa. Se deseja colaborar, cadastre-se no Portal do Software Público Brasileiro (me cadastrei em 11/11).

O Portal oferece um conjunto de serviços públicos e promove a integração entre setores e usuários de softwares públicos. Lá você tem oportunidade de conhecer diversas soluções desenvolvidas por setores governamentais ou não, ler artigos, fazer parte de comunidades disponíveis (faço parte de duas:i-Educar e Xemelê), atualizar-se sobre o que andam desenvolvendo em termos de Open Source no setor público federal, e ler sobre a pesquisa supra referida. Abaixo um trecho da mensagem que recebi divulgando a pesquisa:

A pesquisa que trata do impacto do software público na sociedade, anunciada no dia 01 de dezembro, pela professora Christiana Freitas da UNB, durante o Open World Forum em Paris, começa hoje. Será a primeira pesquisa no Brasil a tratar do modelo do software público. A partir de agora já é possível acessar o questionário que será utilizado como base para pesquisa e para as análises.
A coordenação do Portal do Software Público Brasileiro, os parceiros e todas as comunidades apóiam a iniciativa, que vai gerar o retrato do impacto do conceito e do Portal na sociedade.
A pesquisa pode ser acessada pelo endereço CLIQUE AQUI

Acreditamos que o software público permitirá novas configurações de redes sociais, políticas e econômicas favoráveis ao desenvolvimento do Brasil. O impacto será significativo, não só no País, mas em todas as nações que perceberem a importância da iniciativa.
A sua participação será fundamental para o sucesso da pesquisa!

Para conhecer um pouco mais sobre os objetivos da pesquisa basta acessar a entrevista realizada com a professora Christiana Freitas, responsável pela elaboração da estrutura da pesquisa. Clique AQUI:

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A TECNOLOGIA, A EDUCAÇÃO E A FÉ

Caro leitor, a reflexão abaixo é por conta de um reclame, um comercial, que passa na TV aqui em Belém e que, diga-se de passagem, é muito criativo. Fala de coisas bem paraenses, do folclore local, mas a mensagem é válida para urbe et orbe. Assista ao vídeo e leia o texto, depois.


A onde nos leva a Tecnologia, a Educação e a Fé?

Colocados assim, parece que Tecnologia Educação e Fé formam o tripé do progresso e evolução da sociedade e do indivíduo. E bem que poderia ser, mas a verdade é bem outra.

Os últimos 50 anos tem sido os mais fantásticos da história humana. Descobertas e invenções jamais imaginadas promoveram um desenvolvimento tecnológico de tal magnitude que a sociedade contemporânea ficou conhecida como "sociedade pós-moderna". A sociedade navega pelo hiperespaço. A tecnologia nos tem levado aonde homem algum sonhou ir. Seja no mundo micro quanto no macrocosmo; no mar, na Terra ou fora dela. E o que ainda não foi alcançado é só uma questão de tempo.

Nesse mesmo tempo a Escola, que por dever de ofício deveria acompanhar pari-passu a tecnologia, incorporá-la, se embebedar dela, viajava à tração animal como no século anterior. E percebeu que não conseguiu nos levar para muito além do nosso jardim ou quintal. Nesse cenário os educadores tentam, se não recuperar o espaço perdido, pelo menos diminuir a distância entre a Educação e a Sociedade Tecnológica onde a escola está imersa.

Mas, com tanta ciência remodelando nossa sociedade, com tecnologia circundando o indivíduo, é cada vez maior o número de pessoas que recorrem a bolas de cristal, a cartomantes, a videntes e toda sorte de artifícios para enganar o destino. A milenar filosofia árabe adverte que "tudo está escrito"; o que é resumido na expressão "Maktub" (e tem muita gente que pensa que isso é coisa do mago Paulo Coelho). Ciência, educação e fé são como líquidos de densidades diferentes em um mesmo frasco. São como aqueles óleos trifásicos de "O Boticário", ou aqueles drinques sofisticados de três cores: em repouso são distintos, mas só funcionam quando agitados, pois espera-se que no fim tudo se misture.

Mas, o homem moderno traz o espírito de outra época, a da idade média. Em meio a avançada tecnologia mantém seus medos, seus temores, suas crenças mais primitivas e ancestrais. Levante a mão quem não conhecem alguém que carrega um patuá, um santinho na carteira ou um crucifixo pendurado no espelho interno do carro? Quem não conhece alguém que acredita em tabus, nas benzeções, nos feitiços, nas rezas brabas, no Livro de São Cipriano, no olho gordo dos Zecas Pimenteira, na sorte ou no azar? O piloto brasileiro Felipe Massa, por exemplo, vive rodeado do que há de mais moderno em tecnologia, mas não esconde uma crença atávica em seu patuá, seu amuleto: sua cueca da sorte.

Se a tecnologia, a educação e a fé não estão sendo suficientes para formar o cidadão do terceiro milênio, o que será?

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

ATUALIZAR O BLOG É KARMA DE BLOGUEIRO

Caríssimo leitor, quero começar esta postagem me desculpando. Se você é um dos que percorre essa rua com frequência, deve ter observado que há duas semanas nada mudou, não apresentei nenhuma nova postagem, nenhum elemento novo na página. É que tenho andado sem tempo para me entregar ao prazer que é manter esse blog atualizado, e isso tem me incomodado, porque não lhe ofereci nada novo e nem dei o melhor de mim.

Não! Não sou daquelas pessoas que recebem visitas em casa e dizem "Desculpe a bagunça" ou "Não repare a desarrumação". Isso fica parecendo que só arrumamos a casa para receber visitas. O blogueiro deve manter atualizado seu blog para satisfazer a si próprio, e não porque alguém virá visitar, eventualmente. É, na verdade, uma obrigação que ele assume no instante que decide ser blogueiro.

Ao criarmos um blog e conquistarmos visitantes e seguidores, criamos também laços de afetividade e de compromisso que, diria a raposa de Antoine de Saint-Exupéry, nos tornam responsáveis por aquilo que cativamos. É o mesmo que acontece com o escritor consagrado: com seus livros ele conquista afetos de corações e mentes. Com seus livros ele não somente ajuda a criar uma rede de amigos, mas se constrói e reconstrói nela e por ela. Assim é com o blogueiro e seu compromisso de escrever. Não importa se escreve para si ou para outros, importa escrever. Escrever é como navegar: é preciso. É esse espírito dos antigos navegantes que deve mover os que escrevem, sejam eles grandes romancistas, poetas ou um humilde blogueiro. Eis o que está no cabeçalho desse blog.

Ao contrário da imagem do navegante, que é escravo de seu barco, de sua bússola e de um destino certo para um porto seguro, o blogueiro não deve ser visto como um prisioneiro do escrever, mas de um compromisso tácito. Então tenho um compromisso contigo, e tu o tens comigo. Compromisso é responsabilidade, é o dever que adquirimos para com o outro, para conconosco e para com o Cósmico. E responsabilidade é Karma!

Manter um Blog sempre atualizado é como ter uma casa e mantê-la sempre arrumada, mas não porque recebemos frequentes visitas, mas porque nos faz bem ter e manter um ambiente agradável, harmônico, que nos conforta e nos traz satisfação e prazer. Satisfação e prazer que compartilhamos com as visitas. Assim, visitar um blog que se mantém sem nenhuma postagem nova por longo tempo, é como caminhar por uma rua cujas vitrines apresentem sempre o mesmo espetáculo: depois de certo tempo você pode até passar pela calçada, mas não olhará mais para ela.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

VENCEDORES DO CONCURSO DE BLOGS 2008

Certos projetos despretensiosos, ou mesmo ações simples, que fazemos em nossa caminhada profissional, ainda que de início não tenha a acolhida esperada, muitas vezes, ao fim e ao cabo, nos enchem de satisfação e regozijo. Este é o caso dos projetos de blogs educacionais de escolas públicas das redes estadual e municipal de Belém, que criei no Núcleo de Tecnologia Educacional-NTE e Núcleo de Informática Educativa-NIED, respectivamente.

Dentro desse projeto, foi criado o 1º Concurso de Blogs de Escolas Públicas Estaduais de Belém (leia mais AQUI), para estimular o emprego de blogs como instrumento de interação entre as escolas da rede, entre alunos e professores, e de divulgação das ações desenvolvidas na/pela escolas.

Nas oficinas de Blog que realizei em 2007 e 2008, todos os participantes eram professores lotados em Salas de Informática (SI), mas nem todos criaram blogs para suas escolas. Outros apenas criaram. Não deram continuidade, não fizeram postagens. Uns alegam que falta apoio e interesse da direção da escola ou que falta a colaboração de outros professores; outros que falta internet na escola. Curiosamente, a escola que teve o blog escolhido como melhor, a Escola de Outeiro, não tem internet na sala de informática. E isso nos mostra o que já sabemos de longe, que algumas escolas, e alguns professores, não sabem aproveitar os recursos que possuem, enquanto outras/outros superam suas dificuldades e limitações na busca por fazer/dar o melhor de si, pois esses compreendem que é essa sua missão; é o compromisso que assumiram com o Cósmico.

E há, ainda, o fato de escolas que ainda não possuem Sala de Informática, mas alguns de seus professores participando dos Cursos de Introdução a Educação Digital que ministramos no NTE, aprenderam a construir blogs e ao perceberem o potencial pedagógico dos Blogs, decidiram criar e manter um Blog para a escola. É o caso da Escola Estadual Waldemar Ribeiro, que não tem SI nem computadores, mas um professor decidiu criar um blog para divulgar os trabalhos na/da escola. E participaram do concurso!

Nesta postagem quero, primeiramente, agradecer aos professores que aderiram ao projeto e acreditaram que a Internet é a via de progresso, crescimento e evolução da educação. Que acreditam que o blog pode contribuir para a interação entre Escola e Comunidade, e que é preciso oferecer ao estudante mais do que o que está contido entre o chão, teto, paredes e carteiras de uma sala de aula, ou seja, que é necessário ampliar a Cosmovisão dos alunos e torná-los cidadãos globais. E os blogs educativos servem pra isso!

Quero agradecer aos colegas que colaboraram comigo e informar que no Blog do NTE já divulgamos a relação dos 10 melhores, os vencedores desta 1ª edição. Mas, abaixo, estou divulgando essa relação. (Clique na imagem para aumentar)

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

BLOG SERVE PRA ISSO!

Antigamente, até a época do descobrimento do Brasil, vivía-se a Era da Oralidade. Apenas ouvíamos. A produção de informação era centrada em poucos indivíduos, e transmitidas oralmente. Aos demais cabia OUVIR e confiar na memória para garantir uma transmissão fidedigna. Depois, com a prensa de Gutemberg, veio o advento da imprensa escrita e o acesso a informação tornou-se possível a todos que soubessem ler. Entramos assim na Era da Leitura. Mas a produção da informação continuava restrita a poucos.

Cerca de 400 anos depois entramos na Era do Rádio. As notícias se espalham mais rapidamente, entretanto continuamos como ouvintes, e sem ter acesso a produção e propagação de informação. Na década de 1960 conhecemos a televisão, e inaugura-se uma nova era: a Era do Vídeo. Já não ficamos somente ouvindo as notícias. Agora queremos "ouvir com os olhos". A partir daí as coisas se aceleram e apenas 30 anos mais tarde os computadores pessoais abrem um novo mundo à informação e comunicação. Entramos na Era da Multimídia. Deixamos de ser apenas receptores. Enfim podemos produzir, editar, publicar e compartilhar a informação.

E os Blogs servem pra isso! Num texto escrito para a apostila do Curso de Formação de Professores em Linux Educacional, realizado pelo NIED-Semec/Belém, escrevi: "Nesse cenário, a criança convive com um mundo formatado pelas Tecnologias da Informação e Comunicação-TIC; cresce e se desenvolve onde impera o computador, a mídia televisiva, as imagens frenéticas e coloridas, um universo imersivo, multivisual e multisonoro. (...)
Em contrapartida, a escola atual lhe oferece um mundo estático em preto e branco e espera que ela tenha reações de euforia e contentamento.
"(Para ler o texto completo, clique AQUI.)

O estudante da era da comunicação digital e imersiva já existe. E esse número aumenta exponencialmente a cada ano. Somente o espaço pedagógico tradicional se mantém o mesmo. Uma nova educação, uma nova escola, um novo educador tornam-se obrigatórios e urgentes. Nessa era nem o professor nem o aluno estão mais dispostos a, somente, LER, VER, OUVIR. E os Blogs servem pra isso!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

A REDE MOCORONGA & O JOOMLA!

Encerra-se hoje a 7ª Oficina de Inclusão Digital-OID. O número de participantes excedeu em muito os 3 mil, e descontando a desorganização visível desde o primeiro dia, posso dizer que o evento foi satisfatório quanto a proposta de apresentar os projetos de Inclusão Sócio-Digital regionais e nacionais, com foco em telecentros. A expectativa final do encontro é elaborar a Carta de Belém, um documento que contenha as reinvidicações e as diretrizes sobre políticas públicas para a inclusão digital e social brasileira.

Embora ocupado com o curso Tecnologia na Educação: ensinando e aprendendo com as TIC (100 h), que começou uma nova turma na segunda-feira passada (03/11)no NTE Belém, assisti a alguns debates, palestras, plenárias, apresentação de casos e oficinas (veja mais na postagem abaixo).

REDE MOCORONGA
Um dos projetos que achei mais interessantes está sendo desenvolvido em Santarém, município do Pará. Trata-se da Rede Mocoronga de Comunicação Popular, uma ação educomunicativa da Ong Saúde e Alegria, um projeto que nasceu em 1987 e "atende cerca de 150 comunidades com programas de desenvolvimento comunitário integrado nas áreas de saúde, organização comunitária, economia da floresta, educação, cultura e comunicação. A arte, o circo e a comunicação são os principais intrumentos de educação e mobilização da proposta."

JOOMLA!
Outra oficina que considerei interessante foi a de criação e gerenciamento de sites com o JOOMLA!

A oficina foi ministrada pelo Thiago Cardoso, do GNUSP. O Joomla é um software livre e possui uma comunidade espalhada pelo mundo. Seu nome é de origem africana e significa "todos juntos", semelhante a filosofia conceitual do Ubuntu. Oferece uma ampla gama de ferramentas para a criação e administração de sites que dispensa o conhecimento de programação.

O Joomla permite modificar layouts com muita facilidade e criar cadastros on line sem o conhecimento de PHP, HTML etc. Tudo pode ser feito com um simples clique de botões, mas também satisfaz quem domina essas linguagens de programação.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

7ª Oficina para Inclusão Digital-Belém 2008

Começa hoje (Terça-feira,4/11) no auditório principal do Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, a cerimônia de Abertura da 7ª Oficina para Inclusão Digital. O encerramento acontece dia 7/11. Estaremos lá trazendo alguns informes para esse espaço. Veja os temas dos debates:

1. A inserção do tema Inclusão Digital junto ao Fórum Social Mundial
2. Inclusão digital na perspectiva dos territórios
3. Debate sobre crimes digitais e liberdade de ação na internet
4. Debate de construção da Carta de Belém

AS OFICINAS PRÁTICAS
1-Recondicionamento de computadores
2. Desmanche, reciclagem e disposição final de resíduos tecnológicos
3. Metareciclagem e Robótica Livre
4. Formação a distância e presencial
5. Acessibilidade
6. Software livre e telecentros: soluções e potencialidades
7. Educação previdenciária e campanha pelo Registro Civil de Nascimento
8. Elaboração e gestão de projetos
9. Comunicação comunitária e publicação web
10. Oficina de conectividade
11. Como montar cooperativas tecnológicasv
12. Telecentros de Informação e Negócios: compartilhamento de experiências
13. Joomla! Construção e gerenciamento de conteúdos coolaborativos

AS OFICINAS PARALELAS
1. Oficinas que serão realizadas pelo Ministério da Educação:
1.1 Instalação do Conteúdo Livre do Linux Educacional
1.2 Portal Domínio Público
2. Oficina WebRadio
3. Oficina de Vídeo
4. Elaboração e Gestão de Projetos Culturais
5. Teatro do Oprimido sob a ótica da Inclusão Digital
OFICINAS GESAC sobre tecnologias livres de informação e comunicação Centro Multimídia GESAC
No TOP BLOG 2011 ficamos entre os 100 melhores da categoria. Pode ser pouco para uns, mas para mim é motivo de orgulho e satisfação.
Sou muito grato a todos que passaram por essa rua que é meu blog e deram seu voto. Cord ad Cord Loquir Tum

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Petição por uma Internet Democrática