O Grupo Blogs Educativos é um espaço virtual de excelência em discussões sobre a Educação mediada por rede de computadores, com ênfase nos blogs. Vez ou outra
espocam temas efervescentes, as discussões se alongam, as contribuições fluem de forma prazerosa, inteligente, criativa, de tal forma que influenciam a práxis de seus participantes e deixam rastros no seu fazer pedagógico cotidiano. Uma das recentes discussões teve como tema "A Escola forma gente para futuro ou para o passado?". Dela participei, na noite do dia 20, com o texto a seguir, que segundo a Elisangela Zampieri deveria virar postagem. Pois então, tá!
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A escola forma para o passado ou para o Futuro?
Não sei se a escola forma para o passado ou para o futuro, e nem acho que isso verdadeiramente importa saber. A meu ver, a questão não deveria ser essa, mas sim porque as mudanças demoram tanto para acontecer no chão da escola. Por outro lado sei que, em se tratando da questão temporal, a escola atual ainda enfrenta os mesmos problemas que J. Amós Comenius já apontava a quase 500 anos (!?) em sua Didática Magna.
Veja-se, por exemplo, quanta tecnologia já entrou na sala de aula desde Comenius: quadro, giz, caderno, lápis, livro, cartaz, massinha, guache, material dourado, Cuissinarie, jornal, revista, slide, mimeógrafo (lembram-se dele?), ventilador, condicionador de ar, rádio, televisão, vídeo, som, computadores... Tudo que era/é novidade em seu tempo foi - e é - empurrado porta a dentro da escola. Mas parece que não tem trazido melhorias no aprendizado dos alunos e na maneira do professor ensinar. Bem, não trouxe até então, pois o computador tem feito o que nenhuma outra dessas ferramentas tecnológicas fez: dar a verdadeira dimensão de futuro à educação, além de colocar um pouco de satisfação no processo de ensino-aprendizagem tradicional.
Para muitos professores a solução está na urgente mudança no/do currículo escolar. Eu também cheguei a defender uma mudança de currículo como forma de reinventar o ensinar-aprender mas, numa sociedade globalizada, num mundo internacionalizado como o que vivemos, que currículo, por melhor que seja, vai atender suas necessidades? O currículo continua composto de fragmentos e fundamentado no classicismo cartesiano. Traz blocos de conteúdos considerados necessários à formação do cidadão, delimita as estratégias de ensino-aprendizagem, estipula o método e critérios de avaliação, e mesmo que o discurso diga que o currículo é flexível, o que a escola quer é uma agulha apontando sempre numa mesma direção, pois ninguém consegue seguir uma bússola desorientada. Em verdade, poucos sabem o que significa um currículo flexível.... Porque se for flexível demais o professor corre o risco de não saber o que fazer, o pessoal técnico pedagógico não saber que rumo tomar, o aluno não se sentir orientado etc.
Perdoem-me, mas começo a crer que a escola verdadeira é como um ser formado por um conjunto de órgãos de outros seres (coisa mais franksteniana, não é? Será efeito do Campari on the rocks que estou bebendo? Será influêcia da 'hora do lobisomem' -nesse momento estamos aos 9 minutos de terça-feira- ou piração de um cérebro cansado da lida do dia?). Bem, o que quero dizer é que a Escola não é um corpo único e inconsútil; não é como um navio ou avião no qual as pessoas embarcam com um destino e o comandante apenas segue o rumo traçado num mapa. Ela é formada por tudo que o homem construiu como instituição social, cultural, religiosa, científica, militar... E cada uma delas com seus valores, e os quer fazer valer. Logo, a educação é uma responsabilidade de todos, não somente dos professores e pedagogos. Quanto a formar ou não para o futuro, penso que a Escola que temos é imediatista, exige resultados imediatos e forma indivíduos para atender a sociedade.
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quarta-feira, 22 de abril de 2009
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
ALMANAQUE EDUCAÇÃO
Em meio a enxurrada de programas de baixa qualidade da TV aberta no Brasil, sou fã de carteirinha da TV Cultura. Somente ela oferece uma programação que mescla informação, entretenimento e educação, agregando valores culturais e prestando um importante serviço ao telespectador. E não apenas tem compromisso com a formação cultural, mas também oferece ferramentas para a complementação do currículo escolar e para o desenvolvimento de conceitos de cidadania.
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