NOTE: Esta postagem é dedicada ao meu amigo Martoni, um holandes apaixonado por chorinho e bossa nova.Muita gente vive numa roda viva de atribulações, cobranças, compromissos, chateações, responsabilidades, aporrinhações, e quando chega o fim do dia o travesseiro não traz o relax esperado. Outros, ao fim do dia, se postam diante do PC para aquilo que já virou mais um vício do homem moderno: blogar (postar e ler blogs). Outro, mais privilegiados, podem encerrar um dia de trabalho curtindo um show excepcional e, mais tarde, postar no seu blog. Este é meu caso, agora.
Hoje, 23 de abril, é comemorado o Dia Nacional do Choro, por ser aniversário do grande Pixinguinha, que estaria completando 112 anos se vivo fosse. Bem, vivo no sentido biológico, pois enquanto o chorinho for tocado nalgum canto desse país, ou do mundo, o mestre Pixinga permanece vivo. Foi o que aconteceu hoje no Teatro Waldemar Henrique, localizado em Belém, naquela que considero a mais bela praça brasileira, a Praça da República.
Pois bem, o pequeno Waldemar Henrique, que é um teatro de arena, lotou com o encontro "Salve o Choro", uma homenagem ao Dia Nacional do Choro organizada pelo músico Yuri Guedelha, que reuniu talentosos instrumentistas paraenses como o maestro Luiz Pardal, o violonista Paulo Moura, Adamor Ribeiro do bandolim, Marcelo "7 cordas", Gilson, o dono do Bar Casa do Gilson (tradicional reduto de chorinho e chorões de Belem), além de consagrados chorões da velha, da média e da nova guarda, como Mestre Otávio e o grupo "Choro do Guamá",o grupo "Gente de Choro", as meninas do "Charme do Choro", o excelente "Sapecando no Choro" e "Com a Corda Solta", além de algumas participações especiais.
A entrada foi franqueada e quem não foi deixou de ver uma autêntica roda de choro, uma apresentação que apesar dos improvisos foi um verdadeiro lenitivo para um dia cansativo e estressante. Pena que não levei minha máquina fotográfica!....
Ao sairmos, eu e Leca, chovia copiosamente e parecia que as dezenas de mangueiras que rodeiam a praça, e embelezam a cidade, choravam com saudade dos bons e velhos tempos. A chuva lavou toda cidade, da copa das frondosas mangueiras às calçadas das avenidas, becos e ruelas, mas o espetáculo de hoje lavou minha álma. Obrigado Yuri Guedelha, obrigado músicos paraenses, obrigado Pixinguinha. Saravá!
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* As imagens foram obtidas na Web, no Panoramio.com e www.flickr.com/photos/fpinheiro/2068834376/




