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domingo, 4 de janeiro de 2009

A REVOLUÇÃO PELAS REDES DIGITAIS

Caro leitor, seja bem vindo a primeira postagem deste ano de 2009.
Esses últimos dias foram de descanso e lazer para mim, e rogo que para você também. Aproveitei para relaxar com a família na bucólica Ilha do Mosqueiro, (cerca de 1 hora de Belém) e ler um pouco. E é sobre o que li nestes dias que tratarei nesta postagem.

Educação (como formação do indivíduo), Cultura (como tudo aquilo que ele produz), a Economia (como a produção, distribuição, acumulação e consumo de bens e produtos) e Mídia (como meio de comunicar os 3 anteriores) são os fios que tecem a trama do tecido social humano desde que o homem inventou o comércio; mas o modelo de sociedade ainda vigente, que tem nos bens materiais e na propriedade privada seu esteio e paradigma, vê-se as voltas com a mais brutal transformação que essa sociedade mercantilista já passou: a implantação da sociedade digital e da gigantesca rede de produção e compartilhamento de informações.

Além das redes de colaboração: internet, diversidade cultural e tecnologias do poder (Edufba, 2008. 232 p.) é um livro que fala disso. É leitura obrigatória para todo aquele que lida com a Internet como ferramenta de trabalho, seja como fonte de pesquisa e de produção de conhecimento ou como rede de compartilhamento de informações e formadora de opiniões, ou que deseja saber por quem os sinos digitais dobram.

O livro é capitaneado pelos professores por Nelson De Luca Pretto (UFBA) e Sérgio Amadeu da Silveira (Faculdade Casper Líbero), que organizaram a publicação; e traz uma coletânea de 16 artigos de 21 pesquisadores, mais o depoimento do rapper BNegão (compositor e vocalista da banda Planet Hemp) e uma entrevista com professora Léa Fagundes.

A obra oferece rico material para embasar discussões e reflexões sobre a cibercultura, sobre a produção intelectual no ciberespaço, sobre os embates educacionais, sociais, políticos, morais, éticos, artísticos, culturais e econômicos surgidos com o advento das redes digitais P2P e a anarquia saudável que ela gerou e faz crescer, afinal “o conhecimento cresce mais rapidamente quanto mais for compartilhado” (op. cit., p.9). E coerente com essa política, própria dos usuários de software livre, a obra está sob licença Creative Commons para uso não-comercial.

Atuando como formador de professores em Informática na Educação a mais de 10 anos, recomendo essa leitura com entusiasmo.
No TOP BLOG 2011 ficamos entre os 100 melhores da categoria. Pode ser pouco para uns, mas para mim é motivo de orgulho e satisfação.
Sou muito grato a todos que passaram por essa rua que é meu blog e deram seu voto. Cord ad Cord Loquir Tum

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