Mais cenas de Ruas de Belém
Como já está se tornando um hábito -que pode vir a ser uma tradição- deste blog, a cada fim de mês temos uma postagem especial que denomonei "Cenas de Ruas de Belém." Desta feita apenas tomei por mote algo que sou grande apreciador desde 1969, quando ingressei no Instituto Histórico e Geográfico de Nova Iguaçu (RJ) e que tem, gradualmente, desaparecido de Belém: as fachadas de velhos casarões.
O curioso deste frontão é que ele traz alguns símbolos místicos e esotéricos de origem hindu e hebraica, que formam o sêlo da teosofia, o símbolo oficial da Sociedade Teosófica de Blavastky.
Vê-se, em sânscrito, a representação gráfica do som primordial AUM, o sagrado pranava OM. Abaixo dele podemos observar a milenar cruz suástica, inclinada de 45º, que simboliza o eterno movimento cósmico; no centro temos dois triângulos equiláteros entrelaçados que representam o Princípio Universal da Dualidade, os processos de involução e evolução, e formam a conhecida estrela de Davi.
O grande muro coberto de azulejos portugueses apresenta um interessante frontão triangular, encimando um portal que no passado devia ter um magnífico trabalho de azulejaria (veja o detalhe abaixo), desgraçadamente destruído quando colocaram um grande portão de maderia, provavelmente para uma garagem.
Os velhos casarões, belos e imponentes, orgulhosos de sua história e função não podem sozinhos resistir ao apelo do mercado imobiliário, e a arte dos antigos mestres de obras, pedreiros e carpinteiros vai desaparecendo irremediavelmente. Não há beleza artística nas fachadas modernas, e se continuar assim não haverá mais nenhuma fachada bonita que embeleze a cidade, e fale de sua história para mostrarmos aos nossos filhos ou simplesmente para que possamos apreciar num passeio pela cidade .
Estes dois prédios ao lado ficam na Trv. Padre Eutíquio, centro da capital, ao lado do Shopping Pátio Belém, o 1º da cidade. Note o que está num estado de total abandono. Ele ainda guarda a imponência do passado, e hoje é o vizinho feio do Shopping. Me dá uma profunda tristeza contemplar isso.
Logo defronte ao Shopping Pátio Belém há uma rua estreita, chamada Rua dos 48. Nela registrei o belo prédio abaixo. Mas o que me chamou a atenção nele não foi sua fachada azulejada, mas foi o frontispício (em detalhe). Retirei os fios elétricos da foto para oferecer uma melhor imagem.
O curioso deste frontão é que ele traz alguns símbolos místicos e esotéricos de origem hindu e hebraica, que formam o sêlo da teosofia, o símbolo oficial da Sociedade Teosófica de Blavastky.
Vê-se, em sânscrito, a representação gráfica do som primordial AUM, o sagrado pranava OM. Abaixo dele podemos observar a milenar cruz suástica, inclinada de 45º, que simboliza o eterno movimento cósmico; no centro temos dois triângulos equiláteros entrelaçados que representam o Princípio Universal da Dualidade, os processos de involução e evolução, e formam a conhecida estrela de Davi.
Dentro da estrela uma cruz ansata (egípcia), símbolo do domínio do espírito sobre a matéria onde o espírito esta preso. É uma bela alusão ao apelo sexual que macula a pureza sexual criada por Deus. E tudo circundado por Ouroboros, ou a serpente, que representa o princípio sem fim, mas que alguns vêem como o Diabo.
Ainda próximo ao Shopping passam a Rua Veiga Cabral e a Acipreste Manoel Teodoro. Elas formam a Praça Coaracy Nunes, uma minúscula praça que, por conta de sua forma triangular, é popularmente chamada de Praça Ferro de Engomar.
O grande muro coberto de azulejos portugueses apresenta um interessante frontão triangular, encimando um portal que no passado devia ter um magnífico trabalho de azulejaria (veja o detalhe abaixo), desgraçadamente destruído quando colocaram um grande portão de maderia, provavelmente para uma garagem.
É penoso, para que aprecia e respeita essas belas e artísticas manifestações arquitetônicas de antigamente, se deparar com o estado em que elas se encontram hoje, seja pela ignorância ou dificuldades financeiras de seus proprietários, seja pela ambição imobiliária ou pelo descaso do poder público que deveria preservar tais tesouros.
Esse acervo histórico, artístico e cultural da cidade é um patrimônio de seu povo, é sua memória, mas parece que todo mundo pensa que a memória histórica é para ficar apenas nos livros.
Os velhos casarões, belos e imponentes, orgulhosos de sua história e função não podem sozinhos resistir ao apelo do mercado imobiliário, e a arte dos antigos mestres de obras, pedreiros e carpinteiros vai desaparecendo irremediavelmente. Não há beleza artística nas fachadas modernas, e se continuar assim não haverá mais nenhuma fachada bonita que embeleze a cidade, e fale de sua história para mostrarmos aos nossos filhos ou simplesmente para que possamos apreciar num passeio pela cidade .





