E se é um apreciador do que chamo de BMB (Boa Música Brasileira)e bom saudosista como eu, com certeza deve estar se deleitando com as belas (e tristes) canções de Maysa, bem como os registros originais que compõem a trilha sonora da minisérie.
É mais um trabalho magistral de Manoel Carlos (autor), de Jayme Monjardin (filho da cantora e diretor da produção) e de Larissa Maciel (atriz que interpreta Maysa).
Acho que a Rede Globo está de parabéns ao fazer o resgate da produção artística de Maysa, enquanto apresenta essa inigualável cantora ao público da nova geração, que não somente não a conheceu como nem sabe o que é "música de fossa" (Fossa: estado ou condição de quem se encontra deprimido, desalentado, triste - Dic. Houaiss). O jovem de hoje pensa que música romântica, ou "música dor de cotovelo", é essa 'melosidade' das duplas breganejas ou dos grupos ditos 'de pagode', cujas letras, com raras excessões, apresentam rimas paupérrimas e melodias pouco criativas.
No blog do meu amigo Martoni, um holandês maluco por Bossa Nova, você pode encontrar uma excelente postagem sobre Maysa (clique AQUI), bem como acessar um excepcional material sonoro sobre a Bossa Nova, do programa de Rádio Forma & Elenco.
Em tempo: Acho que já é hora da nossa televisão (Globo, SBT, Band, Record, Cultura etc) realizar um especial sobre Wilson Simonal, e cumprir com seu papel de ser uma espécie audio-visual de arquivo cultural de nossa sociedade. Estou aguardando por isso faz tempo, e creio que muitos brasileiros também!
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Hoje me bateu uma baita saudade
Eita, saudade!
Saudade é coisa boa com cheiro de velharia. Fala de pessoas ausentes, de vivências passadas e de coisas já experimentadas mas, e fundamentalmente, fala daquilo que não esquecemos. É tatuagem no coração e na mente. E muito embora digam que a saudade é dor pungente, todos que a sentiram sabem que é melhor que dor de dente.
Dizem que a saudade mata a gente, morena, mas creio nisso não. A saudade não nos foi dada para sofrer, foi-nos dada para viver, ou reviver, como queiram; mas também pode servir para fortalecer o coração e alma do "caboco" saudosista.
Somente os sem amor morrem de saudade ou fazem de suas saudades um lugar de castigo. Minhas saudades são como meus álbuns de retrato: dizem da minha história, por isso guardo-as com carinho. E quando eu me for, sei que serei saudade também.

