Vou começar convidando todos considerarem o seguinte pensamento:"Os donos do capital vão estimular a classe trabalha- dora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado."
Certamente você deve ter percebido que se trata de uma reflexão bem atual, consoante com a crise econômica que abalou a sociedade norte-americana e, por tabela, o mundo capitalista pós-moderno; e crê que foi formulada por algum economista contemporâneo, mas engana-se, ela é de 1867 e foi expressa pelo gênio de Karl Marx, em "O Capital". E ao tratar da acumulação, de mais valia, do mundo do trabalho, Marx já trabalhava sobre a exclusão e inclusão sociais.
Segundo o Wikipédia, a "inclusão social é uma ação que combate a exclusão social geralmente ligada a pessoas de classe social, nível educacional, portadoras de deficiência física, idosas ou minorias raciais entre outras que não têm acesso a várias oportunidades."
Esse conceito me parece meio capenga. Falta-lhe algo mais... consistente. Sob essa forma, Inclusão e Exclusão Social parecem apenas uma natural separação estratigráfica na pirâmide social dessa sociedade consumista. Isso fica claro na continuidade do verbete da enciclopédia digital: "Inclusão Social é oferecer aos mais necessitados oportunidades de participarem da distribuição de renda do País, dentro de um sistema que beneficie a todos e não somente uma camada da sociedade."
Bem, parece certo que o Capitalismo é o gerador desse caos social em que mergulhamos, e que nesse cenário a Inclusão Social se dá por agregação de direitos e poderes obtidos pelos cidadãos que detém o Capital. Por outro lado, algumas políticas públicas e ações paternalistas do Estado tendem a dar a ilusão de que todos têm os mesmos acessos e oportunidades. Mas é na Escola que se prepara os indivíduos para essa competição, e compete com mais chances de vitória aquele que está melhor preparado; mas essa condição é algo que o indivíduo das classes menos favorecidas dificilmente consegue obter.
Porém, tudo que é criado pelo homem encerra em si a semente de sua própria destruição, e enquanto houver o deus Capital o homem será o lobo do homem. Vemos isso hoje, com a crise que afeta países desenvolvidos, em desenvolvimento ou subdesenvolvidos. Não importa se os indivíduos são bilionários, ricos, pobres, remediados ou miseráveis, todos sofrem os efeitos dessa 'tisunami' econômica.
No meu entender, não será a ordem criada pelo homem que fará a inclusão social real e verdadeira, mas o caos. E caminhamos nesse sentido.

