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sábado, 31 de julho de 2010

Cenas de Ruas de Belém 4

Nas Cenas de Ruas de Belém deste mês trago apenas dois motivos. O primeiro é um retrato da nossa euforia passageira no rumo ao HEXA, na Copa da África. 

Por todo canto, muros, fachadas e ruas traziam as cores verde e amarelo e marcavam nossa brasilidade, nossas expectativas e fé na conquista do hexacampeonato, ainda que a seleção do Dunga"búô" não convencesse.   

Mas em 2014 teremos a Copa aqui no Brasil. Até lá, teremos eleições. Em outubro próximo as majoritárias, e em 2012 para prefeitos e vereadores. Seria muito bom se a população se mobilizasse e se unisse como fez agora  nessa Copa, para escolher seus candidatos com base na honestidade, na sua Ficha Limpa, nas suas ações pregressas, e não agisse como o Dunga"búô". 

O Prateado de Belém
As imagens abaixo mostram o primeiro (talvez único) artista de rua a se apresentar como estátua viva em Belém.  Ele é uma figura bastante conhecida e encontradiça em locais por onde passam milhares de pessoas por dia, como na frente de Shoppings e da Estação das Docas.

Ontem conversei com ele na frente do Shopping Pátio Belém.  Diante de sua caixinha de madeira ele fica parado por horas, imóvel. As pessoas passam e atiram moedas na caixa, quase sempre para vê-lo mover-se em agradecimento.

Seu nome é Edson, tem 51 anos e há 7 está nessa profissão. Ele me contou que no começo foi muito difícil se concentrar e se isolar dos barulhos ao redor e permanecer longo tempo numa única posição. O mais difícil foi ficar em pé no asfalto quente. Quando perguntei porque  não usava algo sob os pés, disse que já estava acostumado.

 
Sem querer esbarrei o braço nele e fiquei com quase um palmo de tinta prateada no antebraço direito. Soube que era uma mistura de purpurina prateada com óleo de amêndoas.

Qualquer dia farei uma nova postagem sobre esse grande artista das ruas de Belém.


quinta-feira, 17 de junho de 2010

O fracasso da Jabulani

Eu mal entendo de futebol mas vou arriscar-me nessa postagem. Não vou falar da participação do Kaká (não jogou nada, mas arrastou a marcação toda para ele), nem do fracasso da seleção da África do Sul, da zebra da Suíça ou daquele técnico argentino que gosta de aparecer. Vou falar do fracasso da Jabulani, a bola  criada pela Adidas exclusivamente para essa Copa.  

Quando assisto a um jogo, independente de quem está em campo, sempre torço para que toda e qualquer boa jogada acabe em gol, afinal não é esse o objetivo do jogo: ambos os lados fazerem gols? É, mas nessa Copa do Mundo parece que não é bem assim. A média de gols é a menor de todas as copas!...

Então, fazer gols é difícil? Tecnicamente não é. Vamos considerar dois times e um gramado ideal. Para fazer um gol basta ir chutando a bola em direção a rede oposta, desviar-se dos adversários que tentam barrar seu caminho e tomar-lhe a bola, e finalizar chutando a pelota de tal forma que o goleiro não defenda.

Mas o jogador deve contar com três condições básicas: habilidade, condicionamento físico e sorte. A habilidade se desenvolve em treinos árduos e confere técnica no chute, no drible etc; o preparo físico garante a energia para executar o planejado, e a sorte é obra do acaso. Mas é justamente o acaso quem confere emoção ao jogo, como no 1º gol do Brasil na Copa: o lateral Maicon bateu sem ângulo e Jabulani fez uma curva inesperada em direção ao gol. Contudo o fator "sorte" parece estar com os dias contados. As bolas estão incorporando cada vez mais tecnologia, e isso está exigindo jogadas técnicas em detrimento da beleza de lances criativos.  

Para seus criadores, a bola da Copa é tecnicamente perfeita e oferecer uma precisão nunca alcançada, mas segundo seus críticos ela foi feita para enganar goleiros e permitir uma Copa mais ofensiva, com mais gols numa partida. Os pequenos traços, como linhas curvas pontilhadas, em toda superfície da bola, criam uma área de sustentação aerodinâmica que torna a bola mais veloz, em compensação mais instável em sua trajetória. Para mim isso é como se tentassem sacanear o goleiro com uma bola que pode desviar dele.

Quer dizer: por mais que o atleta se esforce já não basta sua habilidade e preparo técnico para garantir a defesa do gol, pois desenvolveram um anabolizante para a bola. É ou não uma grande sacanagem com o goleiro? Pelo sim pelo não, parece que o chute da Adidas saiu pela lateral: Jabulani não está ajudando a fazer mais gols, além de deixar insatisfeitos artilheiros, goleiros, técnicos e torcedores. Até agora, finda a primeira rodada, a média de gols foi de 1,5  enquanto em copas anteriores foi de 2,5.

Quem ganha com isso? A Adidas por certo não é. E ainda pode acabar sendo a culpada pelo maior fracasso em termos de gols na história das Copas.    
Imagem obtida no Google
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