quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

CENAS DE BELÉM 2012

 E eis que voltamos a apresentar aqui algumas Cenas de Belém, a primeira de 2012.


Desta feita trago um trecho da Avenida Pedro Miranda, no bairro da Pedreira, onde a Prefeitura de Belém, através da Secretaria de Meio Ambiente-SEMA resolveu podar algumas mangueiras. Até ai nada de mais, se não fosse o fato de as mangueiras estarem carregadinhas.


Os frutos das mangueiras, centenas deles, ficaram pelo chão. E foi com certa tristeza que fiz essas fotos, no dia 07/02. 

Não sei qual o critério da SEMA para podar as mangueiras belemenses, mas fazer isso na época em que elas estão carregadas de frutos penso que não é a melhor escolha.

            
 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A lei do triângulo na minha vida


A lei do triângulo na minha vida

2012 começou de forma bastante promissora e encheu de satisfação e de alegria este blogueiro. E por tal motivo quero compartilhar com você, amig@ caminhante nessa rua que é meu blog... E eis que me sinto re-a-li-za-do!...

E eis que, mais uma vez, a lei trina que rege nossas (minha e tua) vidas se manifesta e se cumpre. Eis que o que eu esperava aconteceu. Inevitável, o terceiro lado do triângulo se fecha! Explico: há uma lei mística e universal, cósmica mesmo, baseada no triângulo, e que a Matemática simplificou para a^2= b^2+c^2. 

Desculpe se compliquei, mas vou traduzir: Se você conhece os dois lados de um triângulo, saberá determinar o terceiro. Ah, isso você já sabia! Ok! Então, vou dizer de outra maneira: tudo que acontece UMA vez em sua vida pode nunca mais se repetir, porém se acontecer DUAS vezes, certamente haverá uma TERCEIRA. Logo, fique atento aos sinais.

E o que isso tem a ver com essa postagem? Primeiro, porque em 2012 completei meu ciclo profissional ao sair, por aposentadoria, da rede pública estadual de ensino e, após passar pela rede municipal e particular, inclusive por um dos melhores colégios particulares de Belém, o Colégio Marista N.S. de Nazaré, ingressei por concurso na Universidade Federal do Pará, como professor de Informática Educativa na Escola de Aplicação.

Segundo, porque neste 2012 as TRÊS pontas do meu triângulo como pai (Madaya, Arcthur e Keith) vão cada vez melhor em suas escolhas e profissões. Keith, a terceira ponta, fecha um ciclo e se gradua em Fisioterapia na Universidade Jorge Amado, em Salvador. Madaya, a primogênita, formada em Letras (UFPA), conclui o curso de Direito; e Arcthur, analista de sistemas de uma multinacional em Belo Horizonte é promovido a gerente, e está na sua 2ª graduação.

Terceiro,... Ah! não vou gastar tudo numa só postagem, né? Mas, isso já é ou não motivo de sobra para sentir-me orgulhoso e completo, meu amig@?
E o meu medo maior é o espelho se quebrar...

domingo, 15 de janeiro de 2012

Computação & Educação nas Nuvens

Você já ouviu falar em Computação nas Nuvens ou Cloud Computing? E Educação nas Nuvens?

Não? Bem, certamente você já ouviu alguém dizer que fulano "está nas nuvens", quando a pessoa está feliz; ou fulano vive com a "cabeça nas nuvens" quando é uma pessoa sonhadora, vive divagando, é desligada.

Então, computação nas nuvens pode ser quando estamos digitando algo no PC e nos sentimos felizes da vida, despreocupados e sonhadores? Claro que não! Embora eu me sinta "nas nuvens" quando recebo um e-mail de algum filh@ que mora noutra cidade, como de Keith em Salvador e Arcthur em Belo Horizonte, ou mesmo de Madaya noutro bairro aqui pertinho, isso não é, exatamente, cloud computing

A propósito de que essa postagem sobre Computação nas Nuvens? É que ontem recebi de presente do Arcthur um tablet (trazido por Madaya que, com a mãe, foi passar o Réveillon com ele em BH), e me lembrei de uma notícia que li ano passado, informando que o MEC distribuirá milhares de tablets para alunos de escolas públicas, em 2012 (sic). Essa lembrança puxou outras, como a de colégios que JÁ distribuem tablets para seus alunos e de colégios que INCLUEM um tablet na sua lista de material escolar.

E, aí, me lembrei de um tópico de discussão na Lista Blogs Educativos que tem o sugestivo título de "15 coisas obsoletas em educação até 2020", onde o Wilson Jr disse que a coisa mais obsoleta eram os Diários de Classe (e eu concordo) ou Cadernetas de Chamada, e a Andrea Castagini sugeriu usar tablets como um diário de classe, para lançar notas e registro das atividades do professor na sala de aula. Naturalmente que isso seria parte de um sistema criado pelas Secretarias de Educação e alimentado on-line. Coisa simplérrima, basta interesse e boa vontade política.

Então fiquei "nas nuvens", imaginando um ponto no futuro onde essa propriedade ubíqua das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação-TDIC colocassem a educação, e o processo ensino-aprendizagem, em qualquer local e a qualquer momento, tal como deve ser.

Esse cenário não é tão futurístico assim nem essa escola do futuro está tão distante. Tecnologia para isso já existe - embora no Brasil a infra-estrutura ainda seja deficitária -; falta, porém, a metodologia. É aí que entra a figura do professor como mediador. Não basta o estudante ter um tablet, laptop ou um netbook, sincronizar-se com seus contatos e compartilhar arquivos pela internet.

Será a qualidade da mediação do professor ante a complexidade dos processos de construção de conhecimento que a educação na nuvem possibilita, que promoverá o ansiado salto de qualidade da/na a educação brasileira. É por isso que é tão importante investir na formação de professores (formação inicial e continuada) para o uso das TDIC em sua práxis pedagógica, e garantir (exigir, talvez) que as ferramentas dessa formação sejas aplicadas na sala de aula.

Ah! Quer saber o que é computação nas nuvens? Leia a entrevista da professora Cybele Meyer, nossa amiga do Grupo Blogs Educativos, publicada no Jornal Tribuna do Planalto, clicando AQUI.
Para saber mais sobre Educação na Nuvem assista o vídeo a seguir


Leia mais sobre Computação nas nuvens em Conteúdos Educacionais (clique AQUI)

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Rede Pós-EAD SENAC

A Patrízia Chermont, Gerente de EAD do SENAC, pede ao blogueiro para colaborar na divulgação de mais um curso EAD promovido pelo SENAC. Pedido feito, pedido atendido com satisfação.


Confira abaixo no flyer do curso ou acessando o site clicando AQUI.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

YouTube busca jovem cientista

Em outubro de 2011 o Youtube lançou um concurso mundial para selecionar cientistas entre estudantes de 14 a 18 anos. Trata-se do Youtube Space Lab (para visitar clique AQUI), que "faz parte de um programa do YouTube que consiste em disponibilizar acesso a conteúdos educacionais aos educadores", e tem entre seus parceiros a NASA (visite o site da NASA AQUI).
O site da European Space Agency-ESA, informa que "Em apenas sete semanas, estudantes de todo o mundo enviaram mais de 5500 propostas de experiências". O canal do Space Lab recebeu mais de 50 mil inscrições e até o momento foram feitas cerca de 38,5 milhões de visitas.

Por conta disso, o concurso foi estendido até meados de dezembro passado, e o resultado dos finalistas, previsto para sair esta semana (dia 04/01), ainda não foi divulgado. As votações começam dentro de 10 dias (a partir de 17/01) e os finalistas serão conhecidos a partir de 21 de fevereiro. Já os 2 vencedores só em 21 de março.

A competição é proibida para cidadãos de Cuba, Irã, Coréia do Norte e outros países sancionados pelos EUA. No Brasil, por causa de algumas "restrições legais" que o regulamento não esclarece, a participação de estudantes brasileiros não foi permitida. Por que o estudante brasileiro não pode participar, mas seu voto é solicitado?!.. Isso tira-nos um pouco do interesse no certame.

Educação no YouTube (Extraído do Site Inovação Tecnológica - Leia AQUI)

O Space Lab é uma componente da vasta oferta educacional do YouTube, onde estão incluídas, por exemplo, as conferências TED, em www.youtube.com/education, com a abordagem dos mais variados tópicos educacionais; www.youtube.com/teachers, que orienta os professores na utilização de vídeo na sala de aulas; e o YouTube for Schools, um programa piloto que tem como objetivo tornar o YouTube acessível a mais escolas.

"Como companhia preocupada com a próxima geração de cientistas que somos, lançamos o YouTube Space Lab para oferecer aos estudantes a extraordinária oportunidade de fazer a sua experiência no espaço," disse Zahaan Bharmal, responsável pelo marketing do Google, que é proprietária do YouTube

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O que não fazer no ano bissexto

O Que Não Fazer em 2012

Todo fim de ano é assim: o Ano Novo nos espera com uma nova atitude ou a gente espera uma nova atitude da gente, no ano que entra. Dá no mesmo. Daí, a gente faz a nossa lista de intenções para o novo ciclo de 12 meses, a lista das coisas mais importantes e decisões tomadas e juradas levar a cabo durante os próximos 365 dias, ou 366, visto que 2012 é bissexto.

Para organizar as tarefas que, na virada o ano, a gente promete cumprir no próximo, ganhamos novas agendas.  Normalmente minhas agendas chegam ao fim do ano com mais de 60% de suas páginas em branco: não sou muito organizado... Mas este ano prometi ser differente (digitei essa palavra com 2 "f" sem querer - foi erro mesmo - mas vou deixar assim pra ficar um "diferente" diferente. Hehehehee!...), e vou registrar tudo na minha nova agenda. O diabo é que, pós réveillon,não me lembro onde enfiei a danada!...

Mas não é sobre a lista do que fazer que esse post trata...é do que não fazer em 2012
                              


NÃO FAZER é Mais Difícil do que Parece...

A ideia eu vi no Blosque (leia AQUI), o excelente blog da Nospheratt que por sua vez copiou de outro blogueiro. Ou melhor, viu a ideia e nos deu sua leitura, tornou-a acessível a nosotros. O fato é que gostei da ideia. Muito interessante! Que nem a do "mesaniversário", o aniversário mensal - espécie de micro aniversário -, que um vizinho comemora para sua  primogênita, agora com 6 meses, e minha enteada com seu namorado há 1 ano e 7 meses, religiosamente. Ah! C'est L'amour!..

Como diz Nospheratt, não fazer pode ser mais difícil que fazer. Ou, às vezes,  pode ser até mais importante. Não sei se vai dar certo, mas não tentar é algo que não farei


Que coisas NÃO FAZER em 2012? Eis algumas que, certamente, farei.
1 - NÃO deixar o blog desatualizado (mês passado, muito atribulado, fiz apenas TRÊS postagens!).
2 - NÃO permitirei que o trânsito de Belém me deixe estressado.
3 - NÃO VOTAR em nenhum candidato, nas próximas eleições.

E você, amigo leitor, já pensou nisso, no que NÃO FAZER em 2012? 


Crédito da imagem: The New York Times

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

É o fim de mais um ano...

E chegamos ao final de mais um ano. Agora, todos estão pensando, esperando, planejando e desejando para si e para os outros um Ano Novo melhor, mais fecundo, cheio de Paz, Saúde e Prosperidade.

Seja o que for de ruim que se passou nos 12 meses anteriores parece que já se tornou parte de um passado distante, tal o clima de advento que envolve essa época do ano. O Novo Ano é só expectativas, promessas, renovação das esperanças...

Nessa época de fim de ciclo e começo de outro as pessoas tendem a se tornarem mais solidárias, mais afetuosas, pensam mais na paz, na caridade. Todos falam em fraternidade, em partilha com alegria. Todos conclamam à confraternização. Se abraçam, se sorriem, se aconchegam. São rituais que se repetem ano a ano, enquanto perdura o clima natalino.

Em minha vida os momentos de alegria e satisfação no convívio harmonioso e fecundo com as pessoas com quem compartilho saberes, vivências, experiências, são o corolário de meu cotidianos, fazem parte de todos os meus dias, e não simplesmente de um momento da minha vida. 

Que possamos, pois, viver intensamente esses momentos durante TODOS os dias de nossas vida, e não apenas porque estamos envolvidos no clima das festas de fim de ano. Que nossas práticas cotidianas expressem, sempre e sempre, o respeito pelos nossos semelhantes e, sobretudo, por todos os seres viventes. Que nossas práticas diárias sejam revestidas de desvelo e cuidado com nosso ÓIKOS, nosso habitat. Que tenhamos amor por todos, pois jamais encontraremos a paz se não houver amor em nossos atos.

Agindo assim é possível sonhar em alcançar, um dia, o que desejamos sempre todos os Natais: Paz, Saúde e Prosperidade...  para todos, urbi et orbi

domingo, 4 de dezembro de 2011

Antonio Juraci Siqueira e a Divisão do Pará

No clima de campanha separatista em que o Pará vive, com plebiscito para a criação dos estados do Tapajós e Carajás, marcado para o dia 11 de dezembro próximo, meu amigo Antonio Juraci Siqueira, um poeta e escritor paid'égua, nos manda um e-mail que revela o que o verdadeiro caboclo dessa paraônia quer. E faz isso do jeito que ele sabe fazer  melhor: com um brinde ao humor e em versos. Confira:

NEO-SEPARATISMO:
A DIVISÃO DO AFUÁ
Surfando na pororoca
da divisão do Pará,
os caboclos ribeirinhos
pegaram corda por lá
e avivaram sonho antigo
que agora em versos lhes digo:
a divisão do Afuá.
A turma pró-divisão
chegou pronta pra bater
usando o velho argumento:
“Dividir para crescer!”
E, nesse hilário teatro,
em vez de um, seriam quatro
municípios, a saber:
Na campanha eletrizante
feito peixe poraquê,
cada parte caprichava
no tro-ló-ló, tre-le-lê.
E essa divisão patética
seria na ordem alfabética:
AfuÁ, B, C e D.
O Afuá remanescente
seria das bicicletas,
no Afubê , só Jet-skis,
no Afucê , motocicletas.
No Afudê... Oh! Deus do céu,
deu-se o maior escarcéu
com piadas indiscretas.
O padre, no seu sermão,
conclamou filhos e pais,
mostrando, nesse processo,
perdas e danos morais
e afirmava, sem desdém:
– Até Afucê, tudo bem,
mas Afudê, já é demais!
E nesse chove-não-molha,
deu-se o maior bafafá
entre os neo-separatistas
e os puritanos de lá
que incitavam a multidão
e bradavam: – Não e não!
Ninguém divide o Afuá!!!
Antonio Juraci Siqueira
caboclo afuaense juramentado.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Trabalho CTRL+C CTRL+V

No Grupo Blogs Educativos sempre ocorrem excelentes e produtivas discussões. A última, aberta pela Fernanda Tardin, do Blog Utilizando as Mídias na Educação teve como tema o trabalho CTRL+C CTRL+V.  


Em tempos de Internet há um vício presente em muitos trabalhos escolares: a cópia (CTRL+C) e colagem (CTRL+V) de textos ipsis literis. Em alguns casos o estudante sequer dá os créditos; noutros, como já aconteceu comigo, apresenta a "pesquisa" sem nem se dá ao trabalho de retirar do texto os indicativos de link, setas de topo e outros ícones típicos de uma página Web.


E não se pense que é prática de estudantes do fundamental ou do ensino médio, não! Há casos de trabalhos de Graduação e Especialização com trechos retirados da Web sem os devidos créditos, quando não são plágios descarados. 


Convido você a ler a postagem da Fernanda Tardin  (Clique AQUI para ler), e com aperitivo lhe trago dois comentários o tema instigou no grupo. O primeiro, bastante esclarecedor e instrutivo, é do Professor Wilson Azevedo; o segundo, que pretende ser uma contribuição ao primeiro, é deste blogueiro. Confira. 


Trabalho CTRL+C CTRL+V e' tão somente a expressao tecnológica de uma educação CTRL+C CTRL+V: copia do livro cola no quadro, copia do quadro cola no caderno, copia do caderno cola na memória de curto prazo, copia da memória de curto prazo cola na prova.
O CTRL+C CTRL+V esta' impregnado em todo este processo que define muito claramente uma maneira de se fazer educação. Ou seja, trabalho CTRL+C CTRL+V e' apenas um sintoma de uma educação todinha ela CTRL+C CTRL+V.
Não se combate trabalho CTRL+C CTRL+V sem se combater a educação CTRL+C CTRL+V. Ou se muda a educacao para deixar de ser CTRL+C CTRL+V ou então se aceita que trabalho CTRL+C CTRL+V e' parte do pacote, esta' embutido na escolha por este modelo educacional.
Querer impedir uma coisa (o trabalho CTRL+C CTRL+V) mantendo outra (a educação CTRL+C CTRL+V) e' uma completa incoerência. (Wilson Azevedo)



Como combater o trabalho (de sala de aula) CTRL+C CTRL+V, se na formação acadêmica do professor e técnicos ainda impera o tipo CTRL+C CTRL+V? Minha resposta: Com a leitura!
Entendo que para mudar esse rótulo de educação ainda vigente a solução deve ser pela leitura. Como já disse o Ziraldo: Ler é mais importante que estudar. E trabalhar por projetos é, talvez, a melhor opção (o Proinfo tem uma excelente formação nesse particular, que desenvolvemos nos NTE).
Para que o aluno saiba utilizar o CTRL+C CTRL+V de forma criativa (p.ex., copiando e colando o "velho" e realizando as alterações e adaptações para lhe dar nova roupagem, o que podemos chamar de "sincretismo"), é necessário que ele tenha uma razoável leitura. 
Consequentemente, o professor tb deve ter um excelente nível de leitura, de Cosmovisão / cosmoconcepção, para ser capaz da construção do sincretismo.


E você, meu caro caminhante desta Rua que é meu Blog, o que acha?

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A Greve de Professores no Pará

A greve dos Professores de Rede Pública Estadual Paraense vai para 50 dias, e talvez prossiga, caso o governo Jatene insista em descumprir a ordem federal de pagar o piso salarial da categoria. 

Brincando de Bozo
Acho engraçado o "governo" Federal dizer que os estados são obrigados a cumprir a lei do piso salarial (Lei Federal 11.738), e em seguida afirmar que "NÃO pode obrigar os governadores a cumprir a lei". Ora! Isso é brincar de Bozo com a  categoria, ou não é?

A Lei do Triângulo


Quero lembrar que no governo passado (do PT), quando começou a campanha para Governador, alguns professores (que talvez estejam em greve agora) me afirmaram que votariam no Simão Jatene (PSDB). Na época eu dizia para eles que o  PSDB já havia passado 8 anos no governo (4 do Almir Gabriel e 4 do Jatene), e que no seu governo a educação não foi prioridade (inclusive foi o governo que quase acabou com a Informática Educativa no estado). E arrematava dizendo que só um desmemoriado poderia querer isso de volta. No entanto foi exatamente o que se sucedeu. Repete-se o passado... O que esperavam??? 

Aprendi na Ordem RosaCruz-AMORC que tudo aquilo que acontece uma (01) vez pode nunca mais se repetir, porém se acontecer duas (02) vezes (a reeleição de Jatene, p.ex), certamente acontecerá uma terceira. 


E leio no Diário do Pará, que os pais de alunos desaprovam a greve dos professores (Leia a matéria na íntegra AQUI). Acontece que a reportagem é tendenciosa e agride a inteligência dos leitores. Eis que recebo, via e-mail, a seguinte reflexão sobre essa material. Confira abaixo:

Diário do Pará: Pais de alunos desaprovam a greve dos professores
Leitor: Quantos pais? Qual a pesquisa atestou este posicionamento? Qual a amostragem?
Diário do Pará: e diante da postura irredutível dos profissionais da educação em retomar as atividades
Leitor: Só os professores são irredutíveis? E o governo aceitou pagar o Piso, Implementar o PCCR? Pagar as Horas-atividades? Manter o cálculo das gratificações dos salários?
Diário do Pará: Carlos entrou com um processo contra a categoria na 1ª Vara da Fazenda da capital pedindo o fim da greve, e no Ministério Público do Estado, pelo direito constitucional ao patrimônio público e à educação, solicitando a formulação de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) para a reposição das aulas perdidas.
Leitor: reconheço que qualquer cidadão tem legitimidade de buscar seus direitos, mas é lamentável a parcialidade da petição, pois só aciona o MP contra a categoria. Por que não pedir ao MP que posicione-se a favor do pagamento do Piso?
Diário do Pará: “Todo ano é a mesma coisa. Eles entram em greve e nunca repõem as aulas como deveriam. Eles (os professores) fazem o protesto deles, voltam ao trabalho e passam as matérias de qualquer jeito, só para aprovar os alunos.
Leitor: Quem gerencia o ensino não são os professores, quem elabora o calendário escolar é a SEDUC, portanto, as queixas também devem dirigir-se à SEDUC. Lendo o texto do Diário do Pará fico com a impressão que na escola só existe professor e aluno, não existe mais ninguém. Se as aulas não são ministradas como deveriam onde estão os diretores de escolas, gestores de USE e os técnicos da SEDUC?
Diário do Pará: “os professores têm o direito de reivindicar os seus direitos, como todo trabalhador, mas isso não pode prejudicar mais de 800 mil pessoas”.
Leitor: Novamente aqui o jornal insiste em responsabilizar apenas os professores. Por que não responsabilizar também o Governo do Estado, qual o interesse em proteger o governo e a SEDUC?
Diário do Pará: Negociações – As negociações com os professores da rede estadual ocorrem desde o início do ano, a fim de garantir as melhorias que a categoria reivindica. O secretário Especial de Estado de Promoção Social, Nilson Pinto, explica que, das reivindicações da classe, o governo já implantou o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR).
Leitor: Realmente as negociações iniciaram no 1º semestre e em várias oportunidades o governo sustentou que pagaria o Piso Salarial tão logo o STF publicasse o acórdão, fato ocorrido em agosto, porém, o governo não cumpriu sua palavra. A resposta da categoria foi a greve!
E sobre o PCCR o governo implantou “as pressas” uma parte do plano, seu objetivo imediato era se enquadrar nas regras estabelecidas pelo Ministério da Educação para receber a complementação de recursos para o pagamento do Piso. Mas o PCCR feito na marra corroeu os salários dos professores, pois modificou o cálculo das gratificações, implicando em muitos casos na diminuição do salário.
Diário do Pará: A Seduc tem aproximadamente 23 mil professores, e 75% deles são professores de nível superior, que ganham em média R$ 3.800,00 por mês. Professor que tem apenas o nível médio ganha cerca de R$ 2.300,00.
Leitor: Falta o secretário falar que R$3.800,00 é o valor bruto. Ao colocar os descontos da previdência e do Imposto de Renda, o salário diminui consideravelmente. E também é preciso lembrar que os professores com nível superior recebem em média 4 vezes menos que os demais profissionais com a mesma formação.
Diário do Pará: Ele esclarece que no orçamento do Estado para este ano – que sempre é aprovado no ano anterior – não havia previsão de recursos para implantação do PCCR, nem para o pagamento do Piso Nacional.
Leitor: E no orçamento do ano passado havia recursos para comprar aquele hospital que alguns dizer que foi superfaturado? Havia recursos para realizar o jogo do Brasil em Belém? Havia recursos para aumentar o salário do próprio governador, feito no início deste ano?
Diário do Pará: As aulas na rede estadual de ensino já estão normalizadas em quase 60% das escolas do Pará. O último balanço divulgado pela Seduc mostra que 17,7% das escolas estão com suas atividades parcialmente paralisadas, e 23,2% estão sem atividades.
Leitor: Se a greve é tão fraca, tão insignificante porque o governo está tão preocupado? Por que anunciar tanta repressão? Por que gastar tanto com publicidade antigreve?
Diário do Pará: A Secretaria iniciou o levantamento da situação dos docentes que têm faltado ao trabalho. Em seguida, aplicará as sanções determinadas pela Justiça, conforme solicitação do Ministério Público do Estado (MPE). Entre as medidas está o desconto das horas aulas perdidas.
Leitor: Porque tanto afinco em cumprir a decisão do judiciário paraense e nenhum em cumprir a do STF?

 
Arremate do leitor: A matéria do Diário do Pará abre espaço aos pais de alunos, ao governo e nenhum aos professores, foi por este motivo que deixaram de exigir diploma universitário para jornalistas. A regra básica ensinada na academia é ouvir os dois lados, as partes envolvidas, quando não se faz isto, não é jornalismo é publicidade.


Diante dos resultados ridículos e frustrantes dos últimos anos, onde os professores saíam da paralisação sem obter nenhum progresso nas reinvidicações, e ainda satisfeitos por não terem descontados os dias parados, passei a  brigar com outra arma: meu voto: DEFENDO O VOTO LIVRE, o VOTO NÃO OBRIGATÓRIO. E enquanto ele não vem, VOTO NULO!   

No TOP BLOG 2011 ficamos entre os 100 melhores da categoria. Pode ser pouco para uns, mas para mim é motivo de orgulho e satisfação.
Sou muito grato a todos que passaram por essa rua que é meu blog e deram seu voto. Cord ad Cord Loquir Tum

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