O comercial do CCAA & a última flor do Lácio
Mesmo correndo o risco de ser mal interpretado (o que provavelmente acontece - e acontecerá), eu costumo dizer que duas pragas se abateram sobre o mundo: o Cristianismo e o Americanismo.
Em nome do Pai, Filho e Espirito Santo. Amém!
Segundo o IBGE de 2010 o Brasil ainda é a maior nação católica do mundo.
Cerca de 65% da população é de católicos, contra mais de 22% de
evangélicos.
Ora, todos sabemos que em nome do Cristo, indivíduos isolados e mesmo alguns povos, cometeram - e cometem - as piores barbaridades contra seus semelhantes. Desde tempos remotos que em nome do crucificado diversas religiões (da católica às evangélicas) não só tem explorado a boa fé de seus fiéis, como também estimulado a desunião, o confronto, a segregação e, até mesmo, o extermínio. Justificam suas ações com as seguintes palavras: "MEU Deus, MINHA fé etc".
The American Way of Life...
De acordo com a Carta Magna dos EUA (a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América), é direito inalienável de todo americano a liberdade e a busca pela felicidade. Os americanos do norte acreditam-se superiores aos demais povos; acreditam na supremacia de sua democracia - dita livre, mas só para eles. Para eles, "o estilo de vida americano não pode ser ameaçado e nem negociado" (wikipédia), e isso justifica toda e qualquer ação contra indivíduo, grupo ou nação que possua algo que os EUA deseja. É isso que chamo de "americanismo".
Foi assim durante a Guerra Fria, foi assim contra o Afeganistão e o Iraque, e tem sido assim com relação a Amazônia (foco de interesses desde século 18) e tem sido assim com a cultura e economia brasileira.
O domínio pela aculturação
Durante o governo do Gal. Castelo Branco, o 1º presidente do regime militar - golpe militar que foi apoiado pelos EUA -, Juracy Magalhães, então embaixador do Brasil nos EUA, cunhou a célebre e malfadada frase: O que é bom para os Estados Unidos, é bom para o Brasil. De lá pra cá, o inglês faz cada vez mais parte de nosso vocabulário, principalmente na comunicação e propaganda; até parce que o Brasil adotou outra língua, apesar de ter o 6º idioma mais falado no planeta.
E assim chegamos ao foco dessa postage: o comercial criado pela NBS para a rede de idionas CCAA, com o ator norte-americano Samuel L. Jackson. O comercial mostra dois brasileiros que se "ferram" sempre que erram no inglês. Fiquei incomodado desde a primeira vez que o assisti. Pensei lá comigo: "Quer dizer que brasileiro que fala mal o inglês tá ferrado se for para os EUA, mas o norteamericano pode vir para o Brasil sem saber falar português?".
Acho que todos devemos aprender outro idioma, por razões óbvias. Mas penso que o brasileiro deve, antes de tudo e fundamentalmente, se apropriar corretamente de sua língua (falada e escrita). Só então se aventurar noutras plagas linguísticas. Então, como a cultura de um povo, que de maneira geral é semialfabetizado, poderá resistir ao ataque maciço da mídia que mostra ser a língua nativa um obstáculo ao progresso e desenvolvimento do indivíduo? Por favor me respondam em bom e sonoro português.

Jornal diz grupos de interesse ligados a deputados perpassam linhas partidárias
O jornal britânico Financial Times afirma que no Congresso brasileiro "a raposa está frequentemente cuidando do galinheiro".
Entre as supostas ''raposas'' citadas pelo diário, estão o deputado e pastor evangélico Marcos Feliciano, que preside a Comissão de Direitos Humanos do Congresso e que fez uma série de comentários considerados racistas e homofóbicos; o novo presidente da Comissão de Finanças e Tributação, João Magalhães, que responde a processo por corrupção no STF; os petistas José Genoino e João Paulo Cunha, condenados no processo do mensalão, que integram a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e Blairo Maggi, atual líder da Comissão do Senado para o Meio Ambiente e um dos maiores produtores mundiais de soja.
Segundo o jornal, o Congresso "é refém de diversos grupos de interesse que podem mudar suas alianças a qualquer momento".
De acordo com o Financial Times, as comissões brasileiras, ainda que sem dispor de um poder remotamente comparável ao das comissões do Congresso americano, ''são simbólicas dos poderosos grupos de interesse que atuam na política brasileira, comuns a todos os partidos".
É por esse motivo, acrescenta o jornal, "que os presidentes brasileiros normalmente tentam incluir o máximo possível de partidos em seus ministérios''.
Mas o diário comenta que ainda assim a presidente Dilma Rousseff não consegue assegurar "a lealdade do Congresso".
O diário lista como derrotas da presidente no Congresso, a tentativa de aprovar um "Código Florestal mais simpático ao meio ambiente'', que acabou sendo frustrada pelo bloco ruralista, e a ''batalha que ela perdeu'' pela distribuição igualitária de royalties do petróleo entre os Estados, com "os congressistas votando de acordo com seus interesses regionais".Clique







