quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Homenagem a Waldick Pereira

Há 34 anos, no dia 11 de fevereiro de 1984 morria o homem mais importante de minha vida, meu pai Waldick Pereira. Não deu para homenageá-lo no dia 11 passado, mas faço-o agora com a mesma, ou talvez maior, emoção e saudade, lamentando terrivelmente que Madaya Pereira, Arcthur Pereira e Keith Farinha, meus filhos, não o tenham conhecido.
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Waldick Cunegundes Pereira que era alagoano (como eu, minha mãe e meu irmão caçula, Camaysar) e iguaçuano de coração. Em Maceió trabalhou como escrivão num cartório e era poeta, conhecido entre os amigos como  "o Castro Alves alagoano". Em 1951 casou-se com Margarida Acácio Galvão (falecida em 2006), que era uma excelente declamadora. 

Em 1953 muda-se para o Rio de Janeiro, a então capital federal, e foi morar em Nova Iguaçu, de onde nunca saiu por mais de alguns dias. Foi, talvez, o maior historiador de Nova Iguaçu, com participação em vários seguimentos intelectuais e culturais do município, e possui diversos livros publicados sobre suas pesquisas na história do município, além de outros com suas poesias e trovas.

Em NI foi jornalista e cronista esportivo no Correio da Lavoura, membro do Lions Club e do Rotary Club, Delegado da União Brasileira de Trovadores, Secretário do Colégio Afrânio Peixoto, professor no Colégio Leopoldo (onde trabalhou até seu desenlace). Na Prefeitura Municipal de Nova Iguaçu atuou na Assessoria de Cultura, Recreação e Turismo e, mais tarde, na Assessoria de Museu e Patrimônio Histórico, criada especialmente para ele. 

Foi escritor, historiador, fundador e presidente (até seu falecimento) do Instituto Histórico e Geográfico de Nova Iguaçu-IGHNI, criador do brasão de armas do município (idealizado por ele e desenhado pelo heraldista Alberto Lima). O que poucos sabem é que Waldick foi também um estudioso do misticismo e esteve ligado a algumas escolas de mistério, chegando a ser Grã-sacerdote da IOIC.

Em 1959 começou sua parceria com o Ney Alberto Gonçalves de Barros (falecido em junho de 2012), seu inseparável companheiro de pesquisas, acampamentos e aventuras. Em 1968 ele e Ney, que já era professor de História, tornam-se arqueólogos após concluírem o curso de Arqueologia do Museu Histórico Nacional.

Waldick foi sepultado num jazigo perpétuo no Cemitério dos Escravosem Iguaçu Velho. O ilustre alagoano/iguaçuano repousa num túmulo simples, sombreado por uma frondosa mangueira, caidado de branco e sem identificação. 

Dentre suas obras encontra-se:
As Trombetas de Gericó (Poesias - Maceió-Al.);
Trovas de Vintém (Trovas);
Momentos de Amor e Caminhos (Poesias, em parceria com o irmão Wandeck Pereira);
Nova Iguaçu Para o Curso Normal (Didático);
A Mudança da Vila (História de Nova Iguaçu);
Cana, Café e Laranja (História econômica do município iguaçuano - Fund. Getúlio Vargas/INELIVRO)

Aguardavam publicação:
Cemitérios de Iguaçu e Jornais Iguaçuanos (história);
O donzelo e outros contos (contos)



Abaixo publico o recorte do Jornal de Hoje com a manchete de sua morte.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

A DIFERENÇA ENTRE O GIRAR, O CLICAR E O DESLIZAR

O que você  vai ler a seguir são excertos. 
Para ler o texto na íntegra clique no ícone da barra lateral igual ao que aparece abaixo. 

A DIFERENÇA ENTRE O GIRAR, O CLICAR E O DESLIZAR


Antigamente, poucas coisas fazíamos funcionar usando apenas um dedo ou dois: apertar o botão da campainha ou o botão de chamar o elevador é um bom exemplo. Também podemos incluir aí fazer funcionar o gravador de rolo ou de fita K-7, “tirar“ uma foto ou discar um número de telefone. Isso sem falar do trabalhoso ato de escrever com as velhas Olivetti ou Remington (coisa que algumas pessoas conseguiam fazer usando apenas e tão somente dois dedos).  Ah, e com um dedo também se pedia silêncio! Mas isso, quase sempre, era acompanhado de um sonoro Psssssssiiiu!!...
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Do binário ao quântico

Antigamente as leis da física newtoniana estabeleciam a verdade do sistema, e o pensamento considerava a matéria dimensionada, definida como uma partícula. No passado o pensamento cartesiano era o modelo para o método científico. Então veio a nova física e nos apresentou o estado quântico, onde a realidade não é mais uma via com uma direção e dois sentidos, como uma estrada de duas mãos, mas de infinitas possibilidades. A realidade atual exige que nosso cérebro construa ou compreenda inter-relações que antes não existiam, abandonando a certeza em detrimento das possibilidades. Deve deixar de se comportar como partícula para ser como onda.
(...) 


 A sociedade digital em botão 

A modernidade começa com a hegemonia ou onipresença dos botões, coisa que, como se sabe, aconteceu no século XX com o advento do capitalismo e a exaltação ao consumismo. Também já vimos que é cada vez maior o número de usuários da telefonia celular; isso sem falar do crescimento das vendas de computador pessoal (desktop, notebook, laptop, tablet, ultrabook). E não esqueçamos da TV, presente em 95,1% dos domicílios brasileiros e dos aparelhos de som e vídeo, dos micro system e consoles de videogames.
 (...)

O girar, o clicar e o deslizar 

Nessa perspectiva é possível dizer que a tecnologia do século passado era linear e polarizada, isto é, a ação do sujeito sobre os objetos tecnológicos obedecia a uma sequência lógica, e acontecia invariavelmente entre dois polos. Por exemplo, os aparelhos tecnológicos do passado que usavam energia elétrica funcionavam com relés, disjuntores, chaves, válvulas e potenciômetros. Concorda que tais dispositivos, pelo que acabamos de expor, podem ser considerados binários? Então, tomemos como ilustração uma ação simples do cotidiano da maioria da população mundial: ligar o rádio. A gente ligava o aparelho girando um botão até ouvir um “clic” (como pode ver, já tínhamos o clicar naquela época), que indicava o estado de ligado/desligado. (...)
No TOP BLOG 2011 ficamos entre os 100 melhores da categoria. Pode ser pouco para uns, mas para mim é motivo de orgulho e satisfação.
Sou muito grato a todos que passaram por essa rua que é meu blog e deram seu voto. Cord ad Cord Loquir Tum